Agronegócio aceita o Fethab, mas trabalha por uma alíquota menor

Publicado em 23/01/2019 por 24Horas News

A agropecuária vem contando com o apoio do futuro líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal´Bosco para tentar evitar o aumento da alíquota Ele fazendo a negociação do setor.
O braço de ferro entre o Governo do Estado, que quer tributar com alíquotas altas do agronegócio nas mudanças do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e as lideranças do campo continua intensa, com os produtores tento o apoio de um segmento da Assembleia Legislativa, que tenta junto a nova administração estadual um valor menor na alíquota.
A discussão entre a Assembleia Legislativa, o Fórum Agro e o governo do Estado deve continuar nesta terça-feira na tentativa de se chegar a um consenso. Os produtores admitem a manutenção do Fethab, mas alegam que é preciso ter uma alíquota menor para não prejudicar o setor, que é responsável pela maior fonte de arrecadação do estado, bem como a exportação de grãos e gado.
A agropecuária vem contando com o apoio do futuro líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal´Bosco para tentar evitar o aumento da alíquota Ele fazendo a negociação do setor.
“O setor veio para que a gente pudesse construir em conjunto uma proposta que seria boa para Mato Grosso, sabendo que eles devem também, nesse momento de dificuldade, contribuir com o Estado”, disse o parlamentar.
Os líderes do agronegócio, que insistem para ter um encontro com o governador Mauro Mendes dizem que o setor está disposto a colaborar e “colocar sua cota de sacrifício” mas afirma que já bastante taxado.
“Queremos participar também da concepção da reconstrução do estado. Se o estado está nesse estado de calamidade financeira, por que vamos ser chamados só para quando precisar que arrecade mais impostos? Nós não estamos aqui reclamando se vamos ser mais taxados ou não. Queremos participar da concepção desse novo Estado”, dizem os produtores.
A nova formatação do Fethab foi aprovada em primeira votação na Assembleia na última quarta-feira (16). O documento está na Comissão de Constituição e Justiça, que apresenta seu parecer na sessão de terça-feira (22). Segundo o deputado, o novo texto já deve ser apresentado para uma nova votação.