Carrefour vende 6% a mais no primeiro trimestre

Publicado em 11/04/2018 por Jornal do Comércio - RS

O Carrefour Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2018 com vendas brutas consolidadas, excluindo gasolina, de R$ 12,3 bilhões (ou R$ 13,0 bilhões incluindo gasolina), uma evolução de 6,0%. A empresa destaca que o crescimento ocorreu mesmo em contexto de deflação alimentar forte e persistente.
Em seu release de resultados, o varejista destaca que o indicador IPCA alimentação em casa demonstrou uma pequena melhora sequencial no primeiro trimestre (-4,0%) quando comparado ao quarto trimestre (-5,1%), mas os preços dos alimentos claramente permaneceram no território deflacionário. "O Grupo Carrefour Brasil enfrentou uma base de comparação desafiadora, já que a deflação começou apenas no final do segundo trimestre de 2017, enquanto a inflação no primeiro trimestre do ano passado foi de 4,6%."
Segundo a empresa, período da Páscoa foi marcado por um sólido desempenho em ambas unidades de negócios, com aumento significativo no volume de itens sazonais. A expansão, segundo o Grupo Carrefour, contribuiu com 3,7% do crescimento de vendas, como resultado de novas aberturas no Atacadão e no Carrefour. "Nossa estratégia de expansão continua favorecendo formatos de maiores retornos, com ênfase no modelo Cash and Carry", diz.
A empresa destaca que o Grupo Carrefour Brasil abriu 4 novas lojas no modelo Cash and Carry no primeiro trimestre de 2018. No final de março, o Grupo Carrefour Brasil atingiu um total de 638 lojas, das quais 173 eram Atacadão (150 lojas e 23 atacados). Para o ano de 2018, o Grupo Carrefour Brasil estima abrir 20 novas lojas do Atacadão, 20 lojas de conveniência Express e 10 novas lojas de supermercado no formato Market.
As vendas brutas do Atacadão, do Grupo Carrefour Brasil, apresentaram um aumento de 5,7% no primeiro trimestre de 2018 ante igual período do ano passado, para R$ 8,4 bilhões, nos quais 0,5% no conceito mesmas lojas (1,4% incluindo o efeito calendário).
A deflação de alimentos (-4,0% no trimestre) ainda estava alta em commodities, em especial em feijão (-35,8%), açúcar (-14,5%) e arroz (-11,2%), segundo dados do IPCA; e assim limitou temporariamente o crescimento de vendas do Atacadão.