CCZ inspeciona as áreas onde o aracnídeo é encontrado

Publicado em 15/04/2018 por A Tarde - BA

Bióloga do CCZ, Ana Virgínia informa que, quando notificado pela população, o órgão costuma fazer uma inspeção ambiental para identificar as causas da aparição de escorpiões. Depois, promove uma busca ativa no interior das residência para encontrar os aracnídeos.

"Por fim, passamos orientações técnicas aos moradores para que adotem medidas preventivas, como não acumular lixo - que atrai o alimento dos escorpiões, as baratas - e entulho. Além disso, orientamos como proceder em caso de acidente", acrescenta.

Virgínia explica que, em caso de picada, o primeiro passo é lavar o local com água corrente e sabão e procurar a unidade de saúde mais próxima. A bióloga orienta que não se deve fazer torniquete na região da picada, para não impedir a circulação do sangue.

Segundo informou, os primeiros sintomas da picada são dor local intensa, sudorese, taquicardia e falta de ar. Os grupos mais vulneráveis ao veneno são crianças até 7 anos e idosos a partir de 65 anos. "Em caso de picada, é preciso tranquilizar o paciente. Leva-se até seis horas para que o quadro evolua para grave", diz.

Espécies

De acordo com as informações do CCZ, dentre as várias espécies de escorpiões na capital, três são as que têm maior importância médica: Tityus serrulatus (escorpião amarelo), Tityus brazilae (escorpião marrom) e o Tityus stigmurus (amarelo do Nordeste).

Das três espécies, o serrulatus é considerado o mais venenoso da América do Sul, segundo informações da Fundação Osvaldo Cruz, mas é mais comum no interior do estado. Conforme Virgínia, as frequentes aparições no ambiente urbano decorrem da destruição do habitat dos animais.

"No caso do condomínio, o empreendimento foi construído em uma área de mata, o que provocou a destruição do habitat. Então, como eles [os escorpiões] se alimentam de baratas, vão procurar refeições justamente na área urbana", completa a bióloga.

Segundo Virgínia, leva-se cerca de dois anos para que o equilíbrio seja retomado após o desmatamento de uma determinada área. "Até adaptarem-se novamente, não adianta nem aplicar inseticida, pois, não há no mercado veneno específico para escorpião, mas para barata, o que pode levar a outro desequilíbrio por alimento", conclui a bióloga.