Cobre opera em alta, recuperando-se de perdas por tensão comercial EUA-China

Publicado em 12/09/2018 por IstoÉ

Os preços de metais básicos estão amplamente em alta nesta quarta-feira, recuperando-se dos efeitos das elevadas preocupações de investidores em relação a atritos comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Às 7h39 (de Brasília), a tonelada do cobre para três meses subia 0,71%, a US$ 5.922,00, na London Metal Exchange (LME), enquanto na New York Mercantile Exchange (Nymex) o cobre para dezembro avançava 1,07%, a US$ 2,6495 a libra-peso.

Já o ouro para dezembro operava estável, a US$ 1.202,20 a onça-troy, também na Nymex.

Operadores de commodities metálicas revelaram suas ansiedades macroeconômicas ontem, em meio à confirmação pela Organização Mundial do Comércio (OMC) de que avaliará o pedido da China por permissão para impor sanções contra os EUA, em retaliação às ações antidumping americanas.

Além disso, investidores tinham a expectativa de que a Casa Branca oficializasse uma nova rodada de tarifas no fim da semana passada, mas a ausência dessa formalização sugere que o governo de Donald Trump está levando em conta o lobby de empresas americanas contrárias às tarifas, de acordo com Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.

"O fato de que não vimos nada ser anunciado na frente tarifária poderia indicar que Trump está sendo pressionado por companhias dos EUA que sublinhem o impacto de tarifas adicionais sobre sua capacidade de operar", disse Hansen.

Olhando para frente, investidores manterão o olhar atento a discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e indicadores econômicos dos EUA mais tarde nesta quarta-feira. Amanhã, serão conhecidas as estatísticas de investimentos estrangeiros diretos da China.

Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio se encarecia 0,34%, a US$ 2.057,00, a do estanho baixava 0,45%, a US$ 18.955,00, a do níquel avançava 1,75%, a US$ 12.425,00, a do chumbo subia 1,88%, a US$ 2.010,50, e a do zinco tinha alta de 2,40%, a US$ 2.375,50. (Dow Jones Newswires)