Cobre recua com dúvidas sobre China e alumínio tem realização de lucros

Publicado em 12/04/2018 por IstoÉ Dinheiro

O cobre opera em queda na manhã desta quinta-feira, em meio a especulações sobre as reservas da China. O alumínio, por sua vez, passa por um movimento de realização de lucros, após fortes altas recentes.

Às 7h25 (de Brasília), o cobre para três meses caía 1,7%, a US$ 6.965 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 8h06, o cobre para maio recuava 1,96%, a US$ 3,0560 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O cobre é afetado por especulações de que o Escritório de Reserva do Estado da China planeja divulgar alguns números sobre suas reservas estratégicas de metais. Além disso, a cautela no Oriente Médio reduz o apetite por risco, enquanto no câmbio o dólar mais forte contém a demanda pelas commodities cotadas nesta moeda.

No caso do alumínio, investidores realizavam lucros após fortes altas recentes. O mercado reagia à queda de 13% da oferta global desse metal - excluindo a China. O alumínio recuava 1,5%, a US$ 2.213 a tonelada, na LME, embora siga em alta de 10,3%, na comparação semanal

Na última semana, o alumínio recuou conforme companhias do Ocidente se distanciavam da United Co. Rusal, a segunda maior produtora desse metal no mundo, após sanções dos EUA contra indivíduos russos, entre eles Oleg Deripaska, que controla a Rusal.

Corretor da Marex Spectron, Alastair Munro disse que a movimentação de ontem do alumínio foi impulsionada por um "agressivo" movimento de compras. Para o Commerzbank, agora esse mercado parece ter superado o choque inicial com as sanções.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 3,3%, a US$ 3.116,50 a tonelada, o estanho recuava 0,55%, a US$ 20.840 a tonelada, o níquel tinha baixa de 1,56%, a US$ 13.610 a tonelada, e o chumbo caía 2,13%, a US$ 2.340 a tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires.