Em 15 anos caprinocultura ganhou em genética e na proteína

Publicado em 13/06/2018 por Diário do Sudoeste

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o rebanho caprino em 2016 era de 9,7 milhões de cabeças, ao mesmo tempo que estimativa do Confederação Nacional da Agricultura (CNA) aponta que este ano o rebanho deva atingir 9,9 milhões de animais.

Ainda vista como coadjuvante juntamente como a produção de ovinos, a caprinocultura vem sendo fomentada em polos tecnológicos como o do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) de Pato Branco.

Vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), a unidade integra o Programa de Estruturação das Cadeias Produtivas da Ovinocultura e da Caprinocultura, que foi criado em 2003 e 15 após seu início, o principal resultado observado é o do melhoramento genético do rebanho.

Segundo André da Silveira, pesquisador do polo do Iapar de Pato Branco e coordenador na unidade do programa de caprinocultura desde o início do projeto, foram entregues aos produtores mais de 1.500 animais (machos e fêmeas). Nessa terça-feira (12), mais 70 animais foram repassados a produtores ou associações de diversos municípios do Paraná.

“Estamos mudando a fotografia do rebanho”, afirma Silveira lembrando que no passado os cabritos tinham menos carne, carcaça pequena, e que atualmente, também influenciado pelo programa estadual, o que se nota é uma característica racial voltada a produção de carne.

O pesquisador comenta que frente os números do IBGE e da CNA, o rebanho do Sudoeste tem muito a crescer ainda.

Lembrando, que a maior população de caprinos está no nordeste do Brasil, Silveira afirma que apenas 1.800 estão no Sudoeste. “Diferentemente dos nossos que são voltados a produção de carne, os animais do Nordeste são mais rústicos”, avalia o pesquisador, falando ainda que a caprinocultura na região, levando em consideração o melhoramento genético, poderia concorrer com as outras atividades de produção na região.

Mesmo com um melhor produto final, segundo Silveira, a quantidade de animais abatidos formalmente na região não chega a atingir um índice de crescimento considerável.

“Ainda há uma dificuldade de organização da cadeia”, comenta o pesquisador, apontando que no município de Virmond, na região centro-sul do Estado, estão os resultados mais positivos e revelando que dificilmente na microrregião de Pato Branco são abatidos mais de 300 animais por ano formalmente.

Projeto Gourmet

Não apenas voltado ao melhoramento da carne, mas também buscando estimular o consumo de proteína caprina, o Programa de Estruturação das Cadeias Produtivas da Ovinocultura e da Caprinocultura, tem sua finalidade gourmet.

Segundo Silveira a parte gastronômica do projeto quer estimular o preparo da carne de caprinos que não seja apenas o churrasco. “Devemos futuramente realizar ações buscando o preparo de pratos diferentes com a proteína”, disse.