Fundo Amazônia não está parado nem corre risco de acabar, diz Levy

Publicado em 10/06/2019 por Jovem Pan

A garantia foi dada nesta sexta-feira (7), pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, no Rio de Janeiro
O Fundo Amazônia não está parado nem corre risco de acabar. A garantia foi dada nesta sexta-feira (7), pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, no Rio de Janeiro.
Ele participou em Ipanema de um encontro que reuniu empresários, embaixadores, diplomatas que vieram para ouvir uma palestra longa do ministro da Economia, Paulo Guedes. Isso, inclusive, já provocou a saída da chefe do fundo e do superintendente dela. Joaquim Levy, o governo brasileiro e o BNDES vêm recebendo críticas por propostas de mudança na gestão do Fundo Amazônia.
Entre as propostas há a possibilidade de reduzir a representatividade. Em vez de 23 cadeiras em um comitê gestor de projetos, haveria redução para apenas sete cadeiras.
No BNDES, o clima é de insatisfação com o governo federal e com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Tanto que vários protestos aconteceram nos últimos dias.
Nesta quinta-feira, por exemplo, Salles passou por saia justa no Rio de Janeiro. Ele enfrentou manifestantes na entrada e na saída de uma palestra que foi dar no clube militar.
O presidente do BNDES afirma que é necessário melhorar a governança do fundo amazônia. Mas garantiu que qualquer alteração passará com os patrocinadores, Alemanha e Noruega, que manifestaram preocupação com algumas propostas levantadas para alteração no Fundo Amazônia.
“Porque todo mundo pode ser muito bom, mas não quer dizer que não possa discutir nem melhorar. A única coisa é que precisa ser feito de uma maneira coordenada, conversada, que eu acho que é o espírito do que tem sido feito”, disse Levy.
O presidente do BNDES também falou sobre a ideia levantada entre representantes de Brasil e Argentina na última quinta feira (6) em Buenos Aires de se criar uma moeda única para os dois países e que seria chamada de peso real ou real peso. Levy não quis fazer muitos comentários, apenas declarou que se trata de uma proposta complexa e que exige convergência política, fiscal e econômica.
*Com informações do repórter Rodrigo Viga