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Publicado em 09/08/2018 por A Gazeta - MT

Quinta, 09 de agosto de 2018, 00h00

No dicionário, a definição da palavra neutro é “que não se posiciona, se abstém de tomar partido”. Já na vida do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), o significado parece ser “que não investe dinheiro”.
O progressista continua sustentando em entrevistas que manterá “neutralidade” quando às eleições deste ano, mas já declarou, por exemplo, que vai apoiar as candidaturas ao Senado de Adilton Sachetti (PRB) e à Câmara Federal de Ezequiel Fonseca e Neri Geller, ambos do PP.

Lista completa

E se Blairo Maggi (ainda) evita falar quem é seu candidato ao governo do Estado, sua esposa Terezinha Maggi, não faz cerimônia nenhuma. Tem enviado mensagens a torto e a direito por meio do WhatsApp pedindo votos abertamente a Mauro Mendes (DEM).
Na lista da ex-primeira-dama também estão os candidatos ao Senado Adilton Sachetti (PRB) e Carlos Fávaro (PSD), além do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB).

Voto de tabela

Na lista de Terezinha Maggi, o único bloco partidário na disputa pelo comando de Mato Grosso que não recebe apoio é o bloco do governador Pedro Taques (PSDB), que tenta a reeleição.
Apesar de incluir o candidato à Presidência tucano, ela faz questão de destacar que a escolha se deu por conta da candidata a vice: a senadora do Rio Grande do Sul Ana Amélia, que é filiada ao PP, partido que apoia Wellington Fagundes (PR) ao governo do Estado.

Delação

Depois de o coronel da Polícia Militar Zaqueu Barbosa ser visto na sede do Ministério Público Estadual (MP), cresceu o rumor de que um acordo de delação premiada relacionado ao esquema dos grampos ilegais estaria mesmo sendo negociado. Fontes ligadas ao caso afirmam, inclusive, que Zaqueu não seria o único. O também coronel da PM Evandro Lesco é outro que estaria na fila.

Reforço

O rumor, diga-se de passagem, veio acompanhado da notícia de que a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB/MT) vai pedir para se tornar assistente de acusação no processo dos grampos que tramita na Justiça Militar. A instituição já atuava dessa forma no caso que estava sob responsabilidade do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça, antes de ele subir para o STJ.

Salto alto

Quando discursou na convenção do PSB, realizada no último sábado (4), falando da “arrogância” e do “salto alto” de seus adversários nas eleições deste ano, o governador Pedro Taques (PSDB), provavelmente, ainda não tinha dimensão do tamanho desse salto que estava citando. Na ocasião, o tucano se referia ao acordão entre o DEM e o MDB para distribuição de cargos no governo, após a vitória - já dada como certa pelo grupo - de Mauro Mendes.

Surpresa!

Com o mandato cassado pelo TRE na semana passada, o senador José Medeiros (Pode) foi surpreendido pela reportagem de A Gazeta com a notícia de que seu sucessor, Paulo Fiúza (PV), já foi diplomado e pode tomar posse do cargo a qualquer momento.
Nos bastidores, o comentário é que Medeiros já estaria, de certa forma, conformado com a cassação e tentando juridicamente apenas evitar ficar inelegível. A aparente apatia - a imprensa ficou sabendo antes dele próprio - em relação à data em que terá que deixar o Congresso só reforça essa tese.
A defesa de Medeiros, aliás, ainda não recorreu da decisão.

Arrogância sem fim

Pois bem, agora não são só os cargos de um eventual governo democrata que já estão sendo divididos. Na Assembleia Legislativa, os deputados estaduais -que ainda nem sabem se vão mesmo conseguir serem reeleitos - já estão montando um blocão pensando na próxima gestão.
Esses parlamentares - 14 no total -já discutem até quem será o próximo presidente do Parlamento.
Se isso não é entrar na eleição de “salto alto”, como disse Pedro Taques, nada pode ser.
A todos, aliás, vale um alerta: quanto mais alta a expectativa, mais dura pode ser a queda.