Índice de confiança do agro bate recorde no 4 tri de 2018

Publicado em 07/02/2019 por Portal DBO

Melhora da confiança foi identificada em todos os setores do agronegócio, do campo à indústria
O Índice de Confiança do agronegócio brasileiro (IC Agro) atingiu o seu maior patamar da série histórica, segundo levantamento divulgado hoje pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O indicador encerrou o quarto trimestre de 2018 marcando 115,8 pontos – alta de 15,4 pontos sobre o 3º trimestre e o melhor resultado desde 2013.
De acordo com a metodologia do estudo, resultados superiores a 100 pontos demonstram otimismo e, quando ficam abaixo dessa linha, indicam pessimismo. “Foi possível constatar, de fato, um sentimento de euforia”, comentou, em nota, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. As entrevistas do estudo foram realizadas no final de novembro e início de dezembro, pouco depois do resultado das eleições presidenciais.
A melhora da confiança foi identificada em todos os setores do agronegócio. No caso do produtor agropecuário, o IC Agro teve alta de 12,1 pontos, para 113,8 pontos, refletindo a melhora da avaliação sobre a economia do Brasil, um dos aspectos com maior peso para a formação do índice. Já o indicador para o produtor agrícola atingiu 115,2 pontos, avanço de 9,2 pontos no mesmo período, acompanhando as expectativas com a produtividade deste ano.
Embora a confiança do produtor agrícola tenha registrado alta, a pesquisa realizada no final do ano passado apontou preocupação do setor com os custos de produção. “A confiança nesse item está no nível mais baixo já registrado, muito próximo ao patamar que se encontrava em 2015, quando uma desvalorização do real aumentou os preços dos insumos, fortemente atrelados ao dólar”, observa a Fiesp em nota.
Entre os pecuaristas, houve um incremento de 20,7 pontos na confiança, para 109,6 pontos, sustentada pelas expectativas com o crédito, a produtividade e as condições gerais da economia. É a terceira vez desde 2013 que o indicador fica acima de 100 pontos entre os pecuaristas.
Para a indústria, o índice apresentou alta de 18 pontos, para 117,3 pontos. Antes da porteira (insumos agropecuários – máquinas e equipamentos agrícolas, fertilizantes, defensivos e sementes) houve avanço de 27,6 pontos, para 122,9 pontos. Depois da Porteira (Alimentos) o IC Agro passou de 101,0 pontos no terceiro trimestre do ano passado para 114,8 pontos no último trimestre, alta de 13,9 pontos.
O crescimento mais modesto da indústria de alimentos (depois da porteira) acompanhou, segundo a Fiesp, as apreensões como ambiente de negócios após a greve dos caminhoneiros do ano passado e pela guerra comercial entre EUA e China. “Ainda persiste uma preocupação quanto às condições do negócio em particular, o que impediu um avanço ainda maior do índice”, avalia Roberto Ignacio Betancourt, diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp.