Juros passam a subir com dólar mesmo com desaceleração do IPCA de julho

Publicado em 08/08/2018 por IstoÉ Dinheiro

Os juros futuros passaram a subir, em linha com o fortalecimento do dólar ante o real na manhã desta quarta-feira, 8, e que se apoia no viés de alta da moeda norte-americana no exterior. A subida da divisa dos EUA se sobrepõe à firme desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho ante junho, que apesar de ter ficado levemente acima da mediana das projeções, veio dentro das projeções do mercado. O indicador de inflação não trouxe todo o alívio que era esperado, segundo um profissional de renda fixa.

Às 9h31, o DI para janeiro de 2020 indicava 8,05%, de 8,03% no ajuste de terça-feira. O DI para janeiro de 2021 estava em 9,03%, ante 9,01% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2023 apontava 10,41%, ante 10,38% do ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista subia 0,06%, a R$ 3,7683. O dólar futuro de setembro avançava 0,40%, a R$ 3,7775.

A inflação medida pelo IPCA fechou julho com alta de 0,33% ante um avanço de 1,26% em junho, informou o IBGE. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam uma alta entre 0,21% e 0,37%, e acima da mediana positiva de 0,27%. No ano, o IPCA acumulou alta de 2,94% e, em 12 meses, de 4,48%.

Além disso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve um avanço de 0,25% em julho, após a alta de 1,43% registrada em junho. Com resultado, o índice acumulou uma elevação de 2,83% no ano. A taxa em 12 meses foi de 3,61%. Em julho do ano passado, o INPC tinha sido de 0,17%.

Já o Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi) subiu 0,52% em julho, após uma elevação de 0,58% em junho. No ano, o índice acumulado ficou em 2,65%. A taxa em 12 meses foi de 4,01%. Segundo o IBGE, o custo nacional da construção alcançou R$ 1.095,09 por metro quadrado em julho, acima dos R$ 1.089,46 por metro quadrado registrados em junho.

No câmbio, o dólar passou a subir ante o real no mercado à vista, em meio aos ganhos da divisa americana no exterior frente seus pares principais e divisas emergentes e ligadas a commodities. Lá fora, os futuros de Nova York se firmaram em terreno negativo, após oscilarem entre ganhos e perdas mais cedo, e os juros da T-Note de 10 anos passaram a cair, após atingirem máximas, depois que a China anunciou tarifas retaliatórias de 25% sobre US$ 16 bilhões em produtos dos Estados Unidos a partir de 23 de agosto. O petróleo e o cobre recuam.