Moçambique: Privados pedem redução de barreiras fiscais para incentivar agronegócio

Publicado em 22/02/2019 por Mercado Moçambique

A Confederação das Associações Económicas (CTA), maior entidade patronal de Moçambique, defendeu ontem, em Maputo, a redução de barreiras fiscais para viabilização do agronegócio no país.
“É necessário aumentar os incentivos à produção agrícola e a redução das barreiras fiscais que influenciam as decisões de produção por parte dos produtores processadores de produtos agrícolas”, disse Agostinho Vuma, presidente da CTA, ao intervir na 3.ª conferência anual sobre promoção da nutrição em Moçambique.
O presidente da CTA entende que a dinamização de seguro agrícola seria uma mais-valia porque iria permitir “maior oferta de recursos” ao empresariado e mitigar o risco de perdas do sector bancário resultante de calamidades, pragas e doenças.
“As acções podem ser facilitadas se prosseguirmos com a simplificação de procedimentos e remoção barreiras para fazer negócios”, acrescentou Agostinho Vuma.
O dirigente assumiu o compromisso dos empresários com o aumento da participação e contribuição na melhoria da nutrição e de acesso a alimentos seguros e nutritivos para a população moçambicana.
A CTA pretende superar os obstáculos empresariais, desde a certificação, qualidade embalagem e descrição do produto, informação nutricional e colocação de produtos credíveis no mercado, acrescentou.
Estima-se que 43% das crianças moçambicanas até aos cinco anos enfrente desnutrição crónica - sendo esta a faixa etária em que o problema é mais grave, uma vez que pode deixar sequelas para o resto da vida.