Preço do boi gordo em MS fica 5% mais caro em setembro

Publicado em 08/10/2018 por Correio do Estado

Dentre os motivos da elevação está a restrição na oferta de animais
No mês de setembro, a cotação do boi gordo (pronto para abate) registrou aumento de 5,68%, levando em conta as negociações pagas à vista.
Dentre os motivos que contribuíram para a elevação do preço está a baixa oferta de animais terminados e o desempenho positivo da demanda do mercado interno e externo.
Considerando o mesmo período, as exportações de carne bovina in natura obtiveram 14,6 mil toneladas, com alta de 43,3%, em relação ao ano passado. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (5), pela unidade técnica da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul).
Na análise do diretor-secretário da instituição, Frederico Stella, o cenário deve ser analisado com cautela, tendo em vista os custos de produção na atividade pecuária. 
“Apesar da cotação em alta no mercado pecuário, não há a garantia de maior rentabilidade para o produtor tendo em vista que neste momento de pastagens precárias é preciso suplementar o rebanho, fato que eleva o custo da arroba produzida. A manutenção dos preços nos próximos meses irá contribuir para minimizar os gastos excessivos do produtor no período dos pastos secos”, destaca.
MERCADO NACIONAL
Os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-Esalq/USP), confirmam as considerações do diretor da Famasul, apesar de que no período entre janeiro e junho de 2018, o Custo Operacional Efetivo (COE) para o sistema de recria-engorda em Mato Grosso do Sul registrou alta de 4,7%.
Nos primeiros dias de outubro, o indicador de boi gordo da ESALQ/BM&FBovespa registra média de R$ 150,55 nestes primeiros dias do mês, sendo a maior, em termos nominais, desde outubro de 2016. 
Já em termos reais, ou seja, considerando-se a inflação, a média atual é a maior desde março de 2018, quando foi de R$ 152,43 (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de agosto/18).
Os embarques de carne bovina in natura, por sua vez, atingiram o novo recorde de 150,66 mil toneladas em setembro, 4,3% superior ao de agosto/18 e 34,6% acima do de setembro/17, de acordo com dados da Secex. 
*Com informações do Cepea Esalq/USP e Famasul