Preço do óleo de palma perto do menor nível em uma década

Publicado em 12/07/2019 por UOL

O preço do óleo de palma está a apenas US$ 15 da mínima registrada há mais de uma década durante a crise financeira global, pressionado pelos estoques altos e demanda fraca.
A oferta na Indonésia e na Malásia deve subir nos próximos meses com a temporada de maior produção das palmeiras. Com isso, há pouco apetite entre os operadores para interromper a queda. A corretora Sunvin Group, de Mumbai, afirma que os preços podem cair para menos de 1.867 ringgit (US$ 453) a tonelada, o menor nível desde 2009.
"A preocupação é que estejamos em um cenário de queda vertiginosa, já que a produção deve aumentar de julho a outubro, na ausência de qualquer demanda real no mínimo até agosto", disse Marcello Cultrera, gerente de vendas institucionais da Phillip Futures, em Kuala Lumpur. "Todo mundo está esperando por um piso para que os preços se estabilizem. Acho que estamos perto".
Alguns investidores projetam um aumento dos estoques da Malásia para 2,5 milhões de toneladas em julho, a menos que a demanda reaja, disse Cultrera. Juntas, Malásia e Indonésia respondem por cerca de 80% da oferta global de óleo de palma.
As cotações do petróleo e a produção de soja dos Estados Unidos são fatores de risco observados de perto pelo mercado de óleo de palma, disse Anilkumar Bagani, chefe de pesquisa da Sunvin. "Na primeira fase do segundo semestre, continuaremos a ver os preços do óleo de palma sendo negociados em uma faixa inferior de 1.850 a 2.115 ringgits por tonelada", disse. Os preços podem se recuperar para 2.100 a 2.350 ringgits no quarto trimestre, acrescentou.
Ainda assim, os preços baixos podem atrair importadores nos principais mercados da Índia e da China. Os preços atuais já são muito vantajosos para as compras em relação ao valor dos óleos comestíveis, segundo Cultrera. O prêmio do óleo de soja em relação ao de palma era de cerca de US$ 161 a tonelada na quinta-feira, em comparação com uma média de US$ 113 no ano passado, segundo dados compilados pela Bloomberg.