Programa de proteção de reservas florestais da Agropalma garante sobrevivência de 40 espécies ameaçadas de extinção

Publicado em 12/08/2020 por Meio Ambiente Rio

Há 13 anos, a Agropalma mantém parceria com a Conservação Internacional Brasil (CI – Brasil) para a criação e manutenção de seu programa de proteção de reservas naturais, no Estado do Pará. A união de esforços tem como resultado a preservação da biodiversidade dessas áreas, com cerca de 40 espécies raras, como a onça pintada, o pato canastra, o tamanduá bandeira, a anta, o macaco cuxiú e o macaco-caiarara – tão raro que só foi descoberto pela ciência em 1992.

“Ainda temos alguns anfíbios, abelhas que fazem a polinização e toda uma gama de espécies que se sustentam da floresta e, ao mesmo tempo, permitem que ela se desenvolva adequadamente”, comenta Túlio Dias, diretor de Sustentabilidade do Grupo Agropalma. “Esse trabalho em conjunto teve início em 2007 e começou com a realização de um diagnóstico da biodiversidade. Foi desenvolvido um levantamento ambiental um pouco mais abrangente e, desde então, a Conservação Internacional nos ajuda a fazer o acompanhamento, melhorar e conservar a biodiversidade de nossas reservas florestais”, conta.

A parceria também inclui estratégias de governança para o desenvolvimento social, conservação do capital natural, planejamento territorial e manejo de paisagens sustentáveis, o que gera maior conhecimento da região.

No trabalho diário da Agropalma pela proteção da biodiversidade, existe uma equipe com 25 vigilantes florestais exclusivamente dedicados a fazer rondas, três inspetores, um supervisor e um coordenador. É realizado um monitoramento de prevenção de incêndios e proteção das florestas, inibindo tentativas de roubos de madeiras e recolhendo armadilhas colocadas por caçadores.

“É um trabalho constante. São centenas de armadilhas recolhidas todos os anos, por exemplo. Ao coibir a caça permite-se que as populações se mantenham em níveis saudáveis. Comparamos nossa quantidade de vigilantes por hectare com a de parques nacionais bem estruturados do Brasil. Estamos tão bem ou ainda mais protegidos que esses parques, e essa constatação é muito importante para nós”, afirma Dias.

Centros endêmicos
“Muitos veem a Amazônia como uma grande área homogênea a noroeste do Brasil, mas não é assim. O rio Amazonas divide a região em duas partes. Contudo, ainda possui diversos afluentes, como o rio Xingu. Eles são tão largos, que muitos animais não conseguem atravessá-los. Dessa forma, quando vemos a região de perto, percebemos que é formada, na verdade, por grandes blocos. Essa separação ao longo de milhões de anos fez com que as espécies evoluíssem em áreas separadas e cada uma dessas regiões se tornou um centro endêmico”, explica Dias.

O Centro de Endemismo Belém (CEB), onde estão localizadas as fazendas da Agropalma, é o menor deles, mas é onde a ocupação humana é mais antiga e intensa. Aproximadamente 70% da vegetação nativa não existem mais. “Por esse motivo, é tão importante manter os fragmentos florestais que a empresa possui. Caso desapareçam espécies endêmicas desse centro, não serão mais encontradas em nenhuma outra localidade”, destaca o diretor. As florestas da Agropalma estão presentes em quatro municípios do Pará – Tailândia, Acará, Moju e Tomé-Açu – e são como ilhas protegidas, em meio a uma região já bastante antropizada.

Um legado para a sociedade
Como principais resultados do programa de proteção de reservas naturais da empresa, destacam-se a proteção e a conservação da integridade dos 64 mil hectares de reservas, somadas à decisão da empresa da não exploração de madeira. “Acreditamos que é fundamental preservar as florestas para o equilíbrio de ecossistemas. Atualmente, em nosso Monitoramento de Biodiversidade, temos registradas 1.029 espécies de animais, entre vertebrados e invertebrados. Esse é o legado da Agropalma deixado para a sociedade, nosso grande ativo ambiental. Por decorrência dessa postura, mantemos, protegemos e não exploramos essa área, o que beneficia a todos. Para o futuro, vamos continuar com o processo de monitoramento. Estamos sempre reforçando a vigilância, melhorando os avisos, as condições de trabalho dos vigilantes florestais, disponibilizando novos treinamentos, tudo em prol da continuidade das ações para a proteção e preservação da região”, finaliza Dias.