Reajuste STF: Veja como votaram os aliados e os opositores de Bolsonaro

Publicado em 08/11/2018 por O Globo - Educação

RIO - Com 41 votos favoráveis, 16 contrários e uma abstenção, o plenário do Senado aprovou na tarde desta quarta-feira o aumento de 16,38% no  salário  dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) - que deve gerar um rombo de R$ 4 bilhões para União e estados, segundo cálculos técnicos da Câmara dos Deputados. Quatro partidos, que já declararam oposição ao futuro governo Jair Bolsonaro, orientaram seus parlamentares a votarem contra a proposta: Rede, PT, PCdoB e PPS, 'seguindo' a orientação do presidente eleito que horas antes disse que  vê com "preocupação" o possível aumento de salário dos ministros STF  e disse que o momento não é adequado para o reajuste.

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Dos oito senadores dos partidos que fecharam contra o aumento, apenas dois descumpriram a orientação partidária: Jorge Viana (PT-AC) e Paulo Rocha (PT-PA). Os três senadores do PR, partido do senador Magno Malta - que já avisou que será ministro de Bolsonaro - votaram a favor de aumentar o salário dos ministros, assim como a maioria dos parlamentares de PSDB e MDB, do presidente Michel Temer. 

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No tucanato, apenas Ricardo Ferraço (PSDB-ES) divergiu da orientação do governo e votou contra o aumento. Os outros dez senadores da legenda presentes na votação disseram sim ao reajuste, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), ex-presidentes da legenda.

O DEM da deputada Tereza Cristina, indicada como futura ministra da Agricultura, ficou dividido na votação. Ronaldo Caiado (DEM-GO), governador eleito de Goiás, e Wilder Morais (DEM-GO), senadores que já declararam apoio explícito a Bolsonaro, votaram contra, conforme a orientação do presidente eleito. Além deles, Maria do Carmo Alves (DEM-SE) também rejeitou o aumento. Votaram a favor José Agripino (DEM-RN) e Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Mesmo com a situação fiscal e as contas públicas nas cordas, o MDB do presidente Michel Temer orientou que sua bancada votasse a favor do reajuste de 16,38%. A maioria dos parlamentares seguiu a orientação partidária e votou a favor, com exceção de Roberto Requião (MDB-RS).

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que cumpre pena em regime semiaberto por crimes contra o sistema financeiro nacional, estava presente no Plenário do Senado e votou a favor do aumento do salário dos ministros do STF.

Gurgacz está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, e por determinação do ministro do Supremo Alexandre de Moraes exerce o mandato durante o dia e retorna à prisão à noite.

Confira a lista de como os senadores votaram:

A favor do aumento:

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Ângela Portela (PDT-RR)

Aécio Neves (PSDB-MG)

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

Dalirio Beber (PSDB-SC)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Eduardo Amorim (PSDB-SE)

José Serra (PSDB-SP)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Roberto Rocha (PSDB-MA)

Paulo Bauer (PSDB-SC)

Antônio Valadares (PSB-SE)

Edison Lobão (MDB-MA)

Eduardo Braga (MDB-AM)

Fernando Coelho (MDB-PE)

Garibaldi Alves Filho (MDB-RN)

Renan Calheiros (MDB-AL)

Zeze Perrella (MDB-MG)

Romero Jucá (MDB-RR)

Valdir Raupp (MDB-RO)

Eduardo Lopes (PRB-RJ)

Hélio José (PROS-DF)

Ivo Cassol (PP-RO)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Jorge Viana (PT-AC)

Paulo Rocha (PT-PA)

José Agripino (DEM-RN)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

José Amauri (PODE-PI)

José Medeiros (PODE-MT)

Rose de Freitas (PODE-ES)

Otto Alencar (PSD-BA)

Raimundo Lira (PSD-PB)

Sérgio Petecão (PSD-AC)

Telmário Mota (PTB-RR)

Armando Monteiro (PTB-PE)

Vicentinho Alves (PR-TO)

Wellington Fagundes (PR-MT)

Cidinho Santos (PR-MT)

Walter Pinheiro (Sem partido-BA)

 

Votaram contra:

Airton Sandoval (MDB-SP)

Roberto Requião (MDB-PR)

Cristóvam Buarque (PPS-DF)

Fátima Bezerra (PT-RN)

José Pimentel (PT-CE)

Regina Sousa (PT-PI)

Givago Tenório (PP-AL)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Lúcia Vânia (PSB-GO)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Reguffe (Sem partido-DF)

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Wilder Morais (DEM-GO)

Vanessa Graziottin (PCdoB-AM)


Abstenção:

José Maranhão (MDB-PB)