Selma alega que depósito de R$ 1,5 milhão foi empréstimo do 1º suplente

Publicado em 03/12/2018 por A Gazeta - MT

João Vieira/Reprodução Facebook

Selma Arruda e Gilberto Possamai

Selma Arruda e o suplente Eglair Possamai, também alvo da ação judicial eleitoral que pode deixá-los sem mandato

A senadora eleita, Selma Arruda (PSL), bem que tentou reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que determinou a quebra de seu sigilo bancário na ação eleitoral na qual é acusada de ter praticado caixa 2 nas eleições deste ano e se for julgada procedente pode cassar o registro de candidatura e o mandato que ela conquistou nas urnas. Mas sem sucesso.

 

Agora, a juíza aposentada pretende justificar à Justiça Eleitoral a movimentação de R$ 1,5 milhão não declarados na campanha, como um empréstimo contraído junto ao empresário do agronegócio, Eglair Gilberto Possamai (PSL), eleito 1º suplente de senador na chapa encabeçada por ela.

 

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Foi a própria Selma Arruda que revelou, em entrevista ao O Globo, a argumentação que apresentará no processo. A reportagem publicada neste domingo (2) destaca que a juíza aposetanda vem se transformando em incômodo para o PSL, partido do futuro presidente da República, Jair Bolsonaro.

 

Conforme a publicação, Selma assinou sua ficha de filiação ao PSL em 5 de abril e No mesmo dia, recebeu dois depósitos que totalizaram R$ 1,5 milhão em sua conta corrente, em uma agência da Caixa. "A origem dos recursos gastos na campanha e na pré-campanha é o meu primeiro suplente. Ele deu R$ 1,5 milhão e eu pedi emprestado mais R$ 1,5 milhão", disse ela.