O Sínodo é para a Amazônia, mas com reflexo mundial

Publicado em 28/02/2019 por Vatican News

Durante três dias, em Roma, especialistas da Amazônia e de outras regiões se reuniram para um seminário em vista do Sínodo de outubro. Ouça a entrevista com o Card. Hummes e o bispo da prelazia de Marajó, Dom Evaristo Spengler.
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano
Concluiu-se esta quarta-feira em Roma o seminário preparatório ao Sínodo dos Bispos para a Amazônia.
Foram três dias de conferências e debates em torno da dimensão regional e universal deste Sínodo extraordinário, com a participação de bispos e especialistas do território amazônico e de outras regiões.
O presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica, Card. Cláudio Hummes, fez um balanço do seminário, definindo-o uma etapa preparatória “muito importante” por oferecer uma fundamentação científica, histórica, litúrgica e cultural ao Sínodo. O arcebispo emérito de São Paulo falou também da audiência com o Papa Francisco.
Foi muito bom, o Papa nos recebeu muito bem, como sempre. Foi uma graça realmente encontrá-lo. Eu, sobretudo, sempre tenho muito amor a esses momentos em que se pode encontrar. Ele nos confirmou em todo este trabalho, mas insistindo muito que não perdêssemos o foco, que não deixássemos diluir o tema. O tema é específico, não se pode querer falar de todas as coisas possíveis, de todos os desafios da Igreja. Há um tema específico, que é a Amazônia, a Igreja na Amazônia, a ecologia integral - que, claro, vai ter um reflexo universal depois na Igreja.
Marajó
Um dos participantes da Amazônia brasileira foi o bispo da prelazia do Marajó, no Pará, Dom Evaristo Spengler, entrevistado por Silvonei José.
O Papa já nos dá a receita: tudo está interligado. A Amazônia não está isolada do mundo e este Sínodo é dirigido para a Amazônia, mas com reflexo para o mundo inteiro, seja na questão ambiental, ecológica, os nossos destinos estão interligados. Aquilo que acontece na Amazônia vai acontecer em outros lugares do mundo. E, ao mesmo tempo, a Igreja procura novos caminhos eclesiais, como a Igreja pode de fato ser mais presente, mais samaritana, mais próxima e solidária com o nosso povo. Isso é algo que a Igreja busca no mundo inteiro, uma Igreja em saída. Então estamos interligados: a Amazônia com o mundo.
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