O The Consumer Goods Forum e a Fair Labor Association pedem mais colaboração para enfrentar questões de trabalho forçado na indústria do óle

Publicado em 07/11/2018 por Exame

O relatório da FLA destaca sérios desafios nos mercados indonésio e malaio

PARIS, 6 de novembro de 2018 /PRNewswire/ — A Malásia e a Indonésia são os principais produtores de óleo de palma (dendê), representando juntos 86% da produção global e empregando quase 3,5 milhões de trabalhadores, a maioria migrantes de regiões e países vizinhos mais pobres.
Um novo relatório da Fair Labor Association (FLA), encomendado pelo Grupo de Trabalho sobre o Óleo de Palma do The Consumer Goods Forum (CGF), busca entender os riscos do trabalho forçado em todo o setor, em ambos os países, e examinar o papel que as empresas de bens de consumo podem desempenhar para acabar com o problema.
Indicadores de trabalho forçado 
Uma nova pesquisa da Fair Labor Association e do CGF descobriu que os setores de óleo de palma da Indonésia e da Malásia mostram vários indicadores de trabalho forçado, como práticas coercitivas, incluindo ameaças, violência e falta de clareza dos termos e condições de emprego, dependência do empregador, falta de proteção do estado/da polícia, servidão por dívida, taxas altas de recrutamento e horas extras involuntárias. O mais alto risco de trabalho forçado foi determinado entre os trabalhadores da colheita e manutenção, incluindo aqueles que aplicam pesticidas e fertilizantes, um trabalho que também traz riscos mais elevados de saúde e segurança.
Peter Freedman, diretor-gerente do The Consumer Goods Forum, disse, “Há três anos, o CGF, sendo a plataforma mundial para impulsionar mudanças positivas em toda a indústria de consumo, estabeleceu um programa de trabalho para ajudar a erradicar o trabalho forçado das cadeias de valor no mundo todo, o primeiro desse tipo. O relatório da FLA veio em boa hora, pois nos traz novas ideias e recomendações práticas que ajudarão a acelerar o nosso trabalho. O trabalho forçado é um problema endêmico global, e a única solução é trabalhar em conjunto com as empresas de óleo de palma, as agências de recrutamento, as empresas e os governos”.
Sharon Waxman, presidente e CEO da FLA, disse: “A análise da Fair Labor Association sobre o setor de óleo de palma, na Malásia e na Indonésia, confirma que o trabalho forçado é um desafio sistêmico e enormemente complexo, que deve ser enfrentado com urgência. Esperamos que o nosso relatório gere debates significativos e ações conjuntas, para combater as causas do trabalho forçado na produção de óleo de palma. A FLA se compromete a trabalhar com o The Consumer Goods Forum, seus integrantes e as partes interessadas com ideias semelhantes, para identificar e implementar soluções que acabem com o trabalho forçado e protejam os trabalhadores no mundo todo”.
Mitigação dos riscos do trabalho forçado 
O relatório destaca o papel crítico que as empresas podem desempenhar na mitigação dos riscos do trabalho forçado na produção de óleo de palma, alavancando sua liderança na indústria, a fim de estimular ação coletiva dos integrantes. As principais áreas de oportunidade são:
advocacy junto aos governos, empresas e fornecedores da Indonésia e Malásia;
promoção do diálogo intersetorial, setorial e colaboração regional;
pesquisa e compartilhamento de conhecimento entre os integrantes do CGF, os atores da cadeia de fornecimento e outros;
melhoria das metodologias de avaliação existentes;
melhoria dos esquemas de certificação, mecanismos e padrões de trabalho forçado existentes;
garantia do compromisso em lidar com o trabalho forçado dos integrantes do CGF e seus fornecedores.
Para agir e mitigar os riscos, o CGF também desenvolveu um plano de ação, com base nas recomendações do relatório da FLA, demonstrando e reconfirmando sua determinação de trabalhar de forma colaborativa para abordar questões de trabalho forçado no setor.
Olaf Koch, CEO da METRO AG e copresidente do Conselho de Administração do CGF, disse, “No mundo da sustentabilidade, as questões ambientais relacionadas ao óleo de palma, há muito, subestimam as preocupações com os direitos humanos. Graças ao último relatório, encomendado pela CGF, ninguém pode negar que esse problema existe. Com o apoio da FLA e dos colegas do CGF, é hora de começar a gerar mudanças positivas sobre o assunto e implementar os Princípios industriais de prioridade sobre o trabalho forçado, além de seguir o recém-publicado plano de ação. Devemos agir agora”.
Marc Engel, diretor da cadeia de suprimentos da Unilever, disse, “Na posição de integrante do CGF, estamos convencidos de que as empresas devem trabalhar em colaboração. Quando se trata da erradicação do trabalho forçado, não há tempo a perder, sendo fundamental que permaneçamos vigilantes para enfrentar as causas. Coletivamente, queríamos uma análise abrangente e independente dos contínuos desafios sociais na indústria das palmeiras na Indonésia e na Malásia. Como a Unilever é um dos principais compradores de óleo de palma, os resultados do relatório da FLA são altamente valiosos e ajudarão a fortalecer nossos esforços para acabar com o trabalho forçado no mundo. Continuaremos a trabalhar ao lado de outros integrantes do CGF e outras partes interessadas, para impulsionar a implementação dos Princípios industriais de prioridade, do CGF, e impulsionar mudanças positivas”. 
Para saber mais sobre o trabalho do CGF na erradicação do trabalho forçado, visite o site http://www.tcgfsocial.com.
Sobre o The Consumer Goods Forum 
O The Consumer Goods Forum (“CGF“) é uma rede global, baseado na equivalência, gerida por seus integrantes, para incentivar a adoção global de práticas e padrões que atendem à indústria de bens de consumo no mundo todo. Reúne os CEOs e a alta gerência de cerca de 400 varejistas, fabricantes, prestadores de serviços e outras partes interessadas, em 70 países, e reflete a diversidade do setor, em termos de localização geográfica, tamanho, categoria de produto e formato. Suas empresas associadas tiveram vendas combinadas de EUR 3,5 trilhões e empregam diretamente quase 10 milhões de pessoas, com mais 90 milhões de empregos estimados ao longo da cadeia de valor. É governado pelo Conselho de Administração, que engloba mais de 50 CEOs de fabricantes e varejistas. Para obter mais informações, visite o site: http://www.theconsumergoodsforum.com.
Sobre a Fair Labor Association 
A Fair Labor Association promove e protege os direitos dos trabalhadores e melhora as condições de trabalho, facilitando a colaboração entre empresas, organizações da sociedade civil, faculdades e universidades. A FLA conduz monitoramento transparente e independente, para garantir que os rigorosos padrões trabalhistas sejam mantidos onde quer que as afiliadas da FLA obtenham seus produtos, identifiquem as causas básicas das não conformidades e proponham soluções para problemas no ambiente de trabalho. Para obter mais informações visite o site http://www.fairlabor.org.
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FONTE The Consumer Goods Forum