Tratado UE-Mercosul zera tarifas de exportação de 80% do agronegócio brasileiro

Publicado em 04/07/2019 por Portal da Cidade Lucas do Rio Verde

Com medida, produtos brasileiros e com origem no Mercosul passam a ter preferência na Europa, gerando emprego e renda aqui
A CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - divulgou nota no início da manhã desta segunda-feira avaliando os impactos positivos que o tratado comercial assinado entre Mercosul e União Europeia trarão para o agronegócio nacional.
De acordo com o texto, o País deve entrar em uma nova fase de inserção no comércio internacional para sua cadeia produtiva agropecuária, com ganhos para os produtores brasileiros, uma vez que uma série de custos tarifários ligados à exportação deixarão de existir.
Números apresentados pela entidade indicam que o tratado torna isento de taxas 93% dos produtos do agronegócio do Mercosul. No caso do Brasil, maior produtor do bloco, a medida afeta 80% de tudo que é produzido aqui.
Segundo parecer da superintendente de relações internacionais da CNA, Lígia Dutra, isso é muito bom porque a União Europeia já é o segundo parceiro comercial do agro brasileiro.
"Quase 18% das exportações brasileiras do ano passado foram para o bloco europeu, portanto é mercado muito importante e que a gente ganha não só vendendo, mas com aumento das importações, porque o agro também precisa de insumos importados. Então essa facilidade no comércio, nas vendas e compras vai trazer benefício ao produtor rural”, explica ela.
MÉDIO PRAZO - A parceria entre os dois blocos somente será sentida pelos produtores brasileiros em cinco anos, avaliam especialistas em Comércio Exterior. A explicação é que o tratado, a partir de sua assinatura, precisa passar pela avaliação e aprovação de todos os países envolvidos no acerto, passando por seus respectivos parlamentos.
A expectativa destes analistas é que, passados os primeiros anos, onde os ajustes serão feitos na prática, o tratado ponha o Brasil como um dos principais atores globais no mercado.