Três palavras resumem a Amazônia: floresta, águas e povos

Publicado em 20/02/2019 por Diário da Amazônia

Carlos Speranza
A logística intermodal
É impossível sintetizar a Amazônia sequer em enciclopédias. Livros isolados, ainda que volumosos, relatórios governamentais ou detalhados estudos científicos ficam sempre longe de abranger o universo representado por essa região transnacional que é hoje uma das grandes preocupações da humanidade.
Três palavras resumem a região: floresta, águas e povos. A primeira e os últimos ganham mais atenção da mídia porque sofrem impactos, demandas, ações políticas e interesses que vão do espiritual ao econômico.
Deve-se uma atenção maior às águas, desde as nascentes dos grandes rios até o mar. Os rios, como bem se sabe, são grandes estradas pelas quais mercadorias e pessoas se transportam. Cabe, assim um novo e mais atento olhar ao conteúdo da Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2018, da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Na abordagem sobre o transporte aquaviário, fica evidente a necessidade de privilegiar a intermodalidade, rotas para o transporte de grandes tonelagens combinando navegação, rodovias e ferrovias. A qualidade dos portos, vias navegáveis e terminais está muito aquém dos anseios de fazer a Amazônia enriquecer seus povos. Por águas, terra e ar, permanece acima de tudo e de todos a velha questão da logística.