Valença é cortada pelo Rio Una

Publicado em 11/10/2018 por A Tarde - BA

Qui , 02/03/2006 às 00:00

JORNAL A TARDE

Cidade fica a 271 km de Salvador e viagem começa em Itaparica, após a travessia da Baía de Todos os Santos

  

Maior cidade turística da Costa do Dendê, Valença vem sendo referência comercial em toda a região. É principal ponto de embarque rumo a Morro de São Paulo, contando com várias lanchas durante o dia, sendo portanto muito freqüentada por turistas. Tem também sua importância na pesca (sobretudo do camarão) e histórica, com casario colonial do século XVIII.



A invasão holandesa, no século XVII, também deixou sua marca na cidade, que ainda teve participação na Independência da Bahia, tendo inclusive abrigado a esquadra de Lord Cochrane. Por falar em combates, vale lembrar que na 2ªGuerra Mundial a costa de Valença recebeu a indesejável visita de submarinos alemães que bombardearam os navios Itajibá e Irará. Foi no saveiro Araripe que os passageiros foram socorridos.



Vai a Morro? Deixe o carro em Valença



Valença é ainda pólo construtor de barcos, principalmente de escunas, que são vendidas para várias partes do Brasil. Cidade histórica construída à beira do Rio Una, Valença é também ponto parada de quem vem de carro e embarca numa lancha para Morro de São Paulo. Há na cidade estacionamentos onde se pode guardar o automóvel com segurança, a um preço em torno de R$ 10 a diária.



Há dois portos para a travessia do Rio Una até Morro. Um fica no Centro e tem maior oferta de embarcações. O trajeto de barco dura uma hora e meia e, de lancha rápida, dura 30 minutos. O outro embarcadouro fica na Ponta do Curral (30 minutos de barco), no caminho para a Praia de Guaibim (a 17 km da cidade).



Patrimônio histórico valioso



Entre as construções históricas da cidade estão a Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, de 1801, a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, de 1757, localizada no alto de uma colina, o prédio da Câmara de Vereadores, que foi residência do comendador Madureira, de 1849, e o conjunto de sobrados coloniais do século XIX, localizado na Praça da República.



Já o patrimônio natural de Valença inclui 15 km de praias, além de cachoeiras e áreas de mangue. A Cachoeira do Candengo, por exemplo, fica a 4 km da sede da APA do Candengo. Tem quatro quedas d'água com a altura máxima de cinco metros. Nesta área, de Mata Atlântica densa, funcionou a usina hidrelétrica apontada como a primeira da Bahia além da Fábrica Todos os Santos, de 1809, hoje em ruínas (Bernardo de Menezes).



ARTESANATO



Pintura e Escultura




Joaquim Lopes - óleos e esculturas, Rua da Esqueireira, nº 5, Cristelo Côvo



Paulo Jorge Costa de Jesus Gravato - aquarela, Cidade Nova, Lote 8



Bonecas Regionais



Isaura Gonçalves - Edifício São Gião, Bloco C, 2º Apt 2 B



Cerâmica



Lília Nicolau - louça decorativa, Rua de Favais, nº 14, Tróias



Madeira



Adelino Garcia Rodrigues - trabalhos em madeira



Américo José Fernandes Rodrigues - esculturas em madeira, Lugar Eiras, Verdoejo



Tecelagem



Rosa da Cunha Domingues e Reguengo Fontoura



INFORMAÇÕES GERAIS



  • Como chegar - O trajeto mais usado pelos turistas é a partir da travessia Salvador/Itaparica via ferry-boat; em seguida, percorrer a BA-001, passando por Nazaré.



  • População - 79.735 habitantes.



  • Área - 1.294 km².



  • Clima - Úmido.



  • Temperatura máxima - 31.4 graus.



  • Período chuvoso - De abril a junho.



  • Turismo de aventura - Rafting pelo Rio das Almas (7 km). Tels. 73 3257-2079/2276.



  • Vôos - Pela companhia aérea Adey (tel. 3204-1393), vôos diários às 12h30 e 14 horas. A passagem custa R$ 195 e a viagem dura 15 minutos.



  • Como viajar - Consulte as agências: Pinheiro (tel.3369-2600), Chambertin (tel. 3341-1181), Shalom (tel. 3451-1555), Brisasol (tel. 3462-8833, Visão (tel. 3319-0804), Kontik (tel. 3271-8688), Salvatur, com hotel Portal Rio Una (tel. 3270-5200) ou o agente de viagens de sua preferência

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  • Maior cidade turística da Costa do Dendê, Valença vem sendo referência comercial em toda a região. É principal ponto de embarque rumo a Morro de São Paulo, contando com várias lanchas durante o dia, sendo portanto muito freqüentada por turistas. Tem também sua importância na pesca (sobretudo do camarão) e histórica, com casario colonial do século XVIII.A invasão holandesa, no século XVII, também deixou sua marca na cidade, que ainda teve participação na Independência da Bahia, tendo inclusive abrigado a esquadra de Lord Cochrane. Por falar em combates, vale lembrar que na 2ªGuerra Mundial a costa de Valença recebeu a indesejável visita de submarinos alemães que bombardearam os navios Itajibá e Irará. Foi no saveiro Araripe que os passageiros foram socorridos.Valença é ainda pólo construtor de barcos, principalmente de escunas, que são vendidas para várias partes do Brasil. Cidade histórica construída à beira do Rio Una, Valença é também ponto parada de quem vem de carro e embarca numa lancha para Morro de São Paulo. Há na cidade estacionamentos onde se pode guardar o automóvel com segurança, a um preço em torno de R$ 10 a diária.Há dois portos para a travessia do Rio Una até Morro. Um fica no Centro e tem maior oferta de embarcações. O trajeto de barco dura uma hora e meia e, de lancha rápida, dura 30 minutos. O outro embarcadouro fica na Ponta do Curral (30 minutos de barco), no caminho para a Praia de Guaibim (a 17 km da cidade).Entre as construções históricas da cidade estão a Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, de 1801, a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, de 1757, localizada no alto de uma colina, o prédio da Câmara de Vereadores, que foi residência do comendador Madureira, de 1849, e o conjunto de sobrados coloniais do século XIX, localizado na Praça da República.Já o patrimônio natural de Valença inclui 15 km de praias, além de cachoeiras e áreas de mangue. A Cachoeira do Candengo, por exemplo, fica a 4 km da sede da APA do Candengo. Tem quatro quedas d'água com a altura máxima de cinco metros. Nesta área, de Mata Atlântica densa, funcionou a usina hidrelétrica apontada como a primeira da Bahia além da Fábrica Todos os Santos, de 1809, hoje em ruínas (Bernardo de Menezes).Joaquim Lopes - óleos e esculturas, Rua da Esqueireira, nº 5, Cristelo CôvoPaulo Jorge Costa de Jesus Gravato - aquarela, Cidade Nova, Lote 8Isaura Gonçalves - Edifício São Gião, Bloco C, 2º Apt 2 BLília Nicolau - louça decorativa, Rua de Favais, nº 14, TróiasAdelino Garcia Rodrigues - trabalhos em madeiraAmérico José Fernandes Rodrigues - esculturas em madeira, Lugar Eiras, VerdoejoRosa da Cunha Domingues e Reguengo Fontoura