Veja 6 contribuições do agronegócio brasileiro para o País e o mundo

Publicado em 28/03/2019 por Corteva

Os dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura (FAO) apontam que em 2050 a população mundial será de 9,8 bilhões de pessoas. A produção global de alimentos terá que crescer 70% para alimentar esse crescente número de habitantes. De acordo com o estudo “Megatendências globais e os impactos na cadeia de valor de alimentos” da consultoria PwC, 90% desse aumento deverá vir de países em desenvolvimento. Neste contexto, o Brasil tem uma posição fundamental, precisará contribuir com 40%. Segundo o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, “o Brasil tem um papel chave na segurança alimentar do mundo e na manutenção da paz, porque onde há fome, não há paz”. Abaixo, algumas contribuições do agronegócio brasileiro para o Brasil e para o mundo.
Produtor de alimentos
Hoje, o Brasil é o maior produtor global de suco de laranja, café e o maior exportador mundial de carne bovina e carne de frango. Segundo o estudo “Megatendências globais e os impactos na cadeia de valor de alimentos” da consultoria PwC, até 2030 a classe média no mundo atingirá 4,9 bilhões de pessoas. Com o crescimento do número de habitantes com maior poder aquisitivo, aumentará a demanda por produtos brasileiros, principalmente proteína animal.
Campeão das exportações
42,4% foi a participação do agronegócio nas exportações brasileiras em 2018, segundo dados do Ministério da Agricultura. O setor teve um superávit de US$ 87,65 bilhões – o maior registrado desde 1997 – e é o segmento que mais contribuiu para o saldo positivo da balança comercial nacional.
Carro-chefe nas vendas externas
O chamado complexo soja – que inclui soja em grão, farelo e óleo – lidera a pauta de exportação do Brasil com vendas que chegaram a US$ 40,91 bilhões no ano passado, segundo o Ministério da Agricultura. A guerra comercial entre EUA e China aliada à quebra de safra da soja Argentina contribuíram para o resultado, uma vez que as remessas da oleaginosa em grãos ao exterior saltaram de 68,5 milhões de toneladas em 2017 para 83,6 milhões em 2018.
Segunda principal lavoura
O milho é a segunda cultura de maior importância para a economia brasileira e – devido a avanços tecnológicos, como sementes de qualidade, insumos e boas práticas agrícolas – a produtividade média nacional vem crescendo. Saltou de 66 sacos por hectare na safra 2015/2016 para 95 sacos na safra 2016/2017, de acordo com dados da Agroconsult. O cereal é de extrema relevância para a indústria de alimentos, uma vez que é ingrediente essencial na fabricação de ração animal.
Postos de trabalho
Os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que até o terceiro trimestre de 2018, o agronegócio empregou 18,41 milhões de pessoas, número que não era registrado desde o segundo trimestre de 2016. Com isso a participação do setor na geração de postos de trabalho foi de quase 20%.
Interiorização da economia
Em 2017, o agronegócio (agricultura + pecuária) respondeu por 21,6% do PIB do Brasil e contribuiu para o crescimento do interior. Dados do IBGE sobre o PIB municipal de mais de 5 mil municípios evidenciaram que 82% das cidades brasileiras classificadas como as maiores produtoras do agro tiveram um crescimento 4,4% superior à taxa de crescimento do PIB do país entre 2014 e 2016. São munícipios com forte atuação na agricultura e pecuária.