Área de algodão deve dobrar em 5 anos

Publicado em 05/12/2017 por Folha de S. Paulo Online

Em cinco anos, a área de algodão deverá dobrar no Brasil e atingir 2 milhões de hectares. A estimativa é de Arlindo Moura, presidente da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão).

Esse crescimento ocorrerá devido a um aumento da demanda externa, uma vez que 64% da produção brasileira de algodão é exportada.

Moura diz que a qualificação diferenciada do produto brasileiro o torna atraente no mercado externo.

O Brasil deverá aumentar a produção de algodão, mas a utilização de fibras naturais está em queda no país, segundo Marcos Fava Neves, professor da USP.

Em 2010, o consumo nacional de fibras naturais era de 1 milhão de toneladas. No ano passado, o volume foi de apenas 676 mil, afirma ele.

SAFRA

A área de algodão da safra 2017/18 deverá subir para 1,13 milhão de hectares, segundo Moura. Se concretizada, ela será 20% maior do que a do período 2016/17.

O aumento da produção, porém, será de apenas 11%, para 1,8 milhão de toneladas.

A evolução menor da produção, em relação à da área, se deve às perspectivas de um clima menos favorável na próxima safra, o que deverá reduzir a produtividade, afirma o presidente da Abrapa.

*

PREÇO DO LEITE CAI MENOS EM NOVEMBRO

O preço do leite pago ao produtor teve queda de 22,1% de junho a novembro. A desvalorização, intensa de julho e outubro, perdeu força em novembro ao cair só 0,48%.

O dado é do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), que faz acompanhamento de preços do setor em sete Estados.

O valor médio do litro de leite foi de R$ 1 em novembro nos Estados pesquisados. Um dos motivos dessa queda menor é o recuo da produção.

A oferta menor de leite eleva os preços para o produtor, mas também reflete a saída de muitos deles do setor devido à baixa rentabilidade.

*

SAFRA DE MILHO É MARCADA POR INDEFINIÇÃO DE PREÇOS

O plantio de milho da safra de verão já supera 90% da área que será destinada ao cereal, mas as incertezas sobre essa cultura vão perdurar.

A área de verão, como vem ocorrendo todos os anos, diminui. Os estoques iniciais da safra 2017/18, próximos a 19 milhões de toneladas, porém, garantem uma eventual redução de safra neste verão.

O peso da oferta de milho produção passa para a safrinha, cuja área ainda é incerta e vai depender dos preços do primeiro semestre.

A redução de área pode ser garantida pelos estoques de passagem. Uma redução de área com queda de produtividade, contudo, vai elevar a pressão sobre os preços.

Vai ser uma safra de atenção tanto para produtores como para consumidores, que deverão ficar atentos à área, à produção e à exportação.

*

Portos Apesar de ser fim de ano, os portos do Brasil mantêm um ritmo intenso de atividade no setor de grãos. As exportações de soja e de milho somaram 5,3 milhões em novembro, 315% mais do que em igual período do ano passado.

Soja O ritmo de exportações foi forte tanto com soja como com milho. As vendas externas de soja, devido à safra recorde deste ano, somaram 2,14 milhões de toneladas em novembro, 578% mais do que em igual período de 2016, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.

Milho As vendas de milho atingiram 3,52 milhões de toneladas no mês passado. Em igual período de 2016, as vendas externas haviam sido 961,4 mil toneladas. As estimativas da Conab são de continuidade das exportações no primeiro trimestre do próximo ano.

Sementes O Grupo Agroceres investe R$ 12 milhões na modernização e na ampliação da unidade de beneficiamento de sementes em Patos de Minas (MG). Com isso, a empresa espera elevar as vendas em 5% ao ano no médio prazo.