BB tem lucro ajustado de R$ 2,7 bilhões no 3º trimestre, alta de 15,9%

Publicado em 10/11/2017 por Valor Online

SÃO PAULO - (Atualizada às 8h10) O Banco do Brasil (BB) obteve lucro líquido ajustado de R$ 2,708 bilhões, o que representa aumento de 15,9% em relação ao mesmo período de 2016. O lucro contábil, que inclui itens extraordinários, somou R$ 2,841 bilhões, aumento de 26,5% na mesma base de comparação. O resultado superou as projeções de analistas consultados pelo Valor, que esperavam, na média, um lucro ajustado de R$ 2,754 bilhões no período. A margem financeira bruta recuou 5,6%, para R$ 14,247 bilhões. No entanto, as despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) cederam 9% e ficaram em R$ 5,163 bilhões. As rendas de tarifas deram contribuição positiva, crescendo 9,9% na comparação anual, para R$ 6,562 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE, na sigla em inglês) foi de 12,8% no terceiro trimestre de 2017, acima dos 12% obtidos no mesmo período do calendário anterior. Entre janeiro e setembro, o retorno ficou em 12,3%. Carteira O BB fechou o terceiro trimestre com R$ 677,037 bilhões em sua carteira de crédito ampliada, que inclui avais e fianças. O montante representa recuo de 2,7% frente a junho e de 7,9% em relação a setembro de 2016. A carteira de pessoa física apresentou alta de 0,9% na comparação com junho, chegando a R$ 187,186 bilhões. O volume ficou estável em relação a setembro de 2016. Consignado e financiamento imobiliário foram as linhas de melhor desempenho. No entanto, as operações com pessoa jurídica continuaram em território negativo. O portfólio de empresas somava R$ 228,040 bilhões no fim de setembro, queda de 2,6% frente a junho e de 13,5% na comparação com o nono mês de 2016. Todas as modalidades apresentaram desempenho negativo. Somente as operações de adiantamento de contratos de câmbio cresceram nos últimos três meses. A carteira de médias e grandes companhias totalizava R$ 139,062 bilhões, com alta de 0,7% no trimestre e queda de 7,7% em 12 meses. O saldo de operações com micro e pequenas empresas mostrou queda de 9,9% e 30,9%, respectivamente, ficando em R$ 51,747 bilhões. A carteira de agronegócio apresentava estoque de R$ 180,327 bilhões no fim setembro, decréscimo de 3,9% ante junho e aumento de 0,8% em 12 meses. O portfólio de operações externas se situou em R$ 33,819 bilhões, com queda de 4,9% no trimestre e de 21,5% no confronto com setembro do ano passado. Inadimplência A inadimplência de curto prazo aumentou no BB no terceiro trimestre deste ano. O índice de operações com atraso entre 15 e 90 dias chegou a 2,05% no fim de setembro, ante 1,93% no encerramento de junho. Houve uma melhora, porém, na comparação com setembro de 2016, quando a chamada inadimplência antecedente estava em 2,38%. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,94% em setembro, de 4,11% em junho e 3,50% no nono mês do calendário anterior. O banco diz que, se um caso específico fosse desconsiderado, a inadimplência ao fim do terceiro trimestre teria ficado em 3,52%. Em pessoa jurídica, a inadimplência correspondeu a 6,70% em setembro, de 7,35% em junho e 5,26% um ano antes. Já em pessoa física, o índice foi de 3,49%, ante 3,34% e 2,56%, respectivamente. Em agronegócio, o indicador atingiu 1,61%, perante 1,39% e 0,96%, na mesma ordem. Entre as principais linhas de pessoa física, a maior inadimplência é em CDC salário (4,86%), seguida de cartão de crédito (3,48%), financiamento imobiliário (2,27%), crédito consignado (1,89%) e financiamento de veículos (1,06%). Já em pessoa jurídica, a maior inadimplência é na linha recebíveis (5,19%), seguida de capital de giro (4,66%), investimento (2,80%) e ACC/ACE (0,06%).