Carne nas feiras e mercados de Aracaju vem de matadouros irregulares

Publicado em 05/12/2017 por Jornal da Cidade - Sergipe

Cerca de 80% da carne que é vendida nas feiras livres e mercados de Aracaju é oriunda dos matadouros irregulares, que não possuem nenhum tipo de higiene e controle - o que compromete a qualidade do produto e a saúde da população.

 

Essa informação vem do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), que é o órgão responsável pela liberação do transporte das carnes para outras cidades e é ligado à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro).

Pensando nessa problemática, o Ministério Público Estadual (MPE) realizou, na manhã desta segunda-feira (4) uma audiência para discutir a situação do abate e a comercialização de carnes em Sergipe.

 

A reunião foi coordenada pela promotora de Justiça dos Direitos de Defesa do Consumidor, Euza Missano, e contou com representantes da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Vigilância Sanitária Municipal.

 

Para combater essas e outras irregularidades, o MPE estará adotando medidas que minimizem o impacto disso na saúde dos consumidores.

 

"Já instauramos um procedimento administrativo e designamos essa audiência para que nós pudéssemos dialogar com os órgãos de inspeção e fiscalização, para que a gente possa ter um maior controle referente à essa carne que entra no comércio de Aracaju, com a Vigilância Sanitária Municipal fazendo a fiscalização no comércio varejista", disse Missano.

 

Segundo a promotora, ter um percentual significativo de carne no comércio de Aracaju sem inspeção é muito grave.

 

"Vamos adotar todas as providências para que este impacto na saúde do consumidor seja diminuído. Reunimos todos os órgãos para pensarmos em medidas eficazes de fiscalização para coibir esse tipo de procedimento. Para isso, teremos que contar também com a conscientização dos consumidores, para que sejam seletivos na hora de adquirir produtos de origem animal e só aceitem carne que tiver origem comprovada", pontuou.