Commodities Agrícolas

Publicado em 10/11/2017 por Valor Online

Quase estável A alta dos preços do petróleo, repassada pela Petrobras ao mercado interno brasileiro desde julho, segurou as cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 14,90 centavos de dólar a libra-peso, com recuo de 1 ponto. Com a alta nos preços dos combustíveis crescem as expectativas de que as usinas brasileiras irão reduzir os percentuais de cana destinados à fabricação de açúcar, dando prioridade ao etanol. A perspectiva de oferta mundial abundante, com recuperação da produção e da exportação na Europa e na Índia, contudo, ainda pressiona as cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 62,39 a saca de 50 quilos, alta de 1,36%. Menos investimentos A queda na aplicação de defensivos e fertilizantes nas lavouras de cacau do oeste da África após a desvalorização da commodity geram apreensão em relação à produção da safra 2017/18 na região, dando força às cotações em Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 2.185 a tonelada, recuo de US$ 3, mas alta acumulada de 6,3% na semana. Segundo estimativa do Commerzbank, as entregas nos portos da Costa do Marfim no primeiro trimestre do próximo ano devem ser pouco mais da metade do registrado no primeiro trimestre deste ano, refletindo a queda nos tratos culturais. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus, na Bahia, avançou 0,85%, para R$ 118 a arroba, segundo a secretaria da agricultura do Estado. Efeito Irma Os impactos do furacão Irma sobre a produção de laranjas da Flórida continuam influenciando o mercado do suco concentrado e congelado na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,6085 a libra-peso, avanço de 10 pontos. Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) cortou em 7% suas estimativas de produção no Estado, para 2,25 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume representará quebra de 27% ante o observado em 2016/17. Nacionalmente, o USDA espera uma safra 19% menor, de 4,16 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o preço médio da caixa de 40,8 quilos de laranja destinada à indústria no Estado de São Paulo ficou estável ontem em R$ 19, segundo levantamento do Cepea. Oferta maior A elevação das estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a oferta mundial de algodão em 2017/18 pressionou as cotações da pluma na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a 68,54 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 32 pontos. Segundo o órgão americano, a produção mundial da pluma deve somar 26,44 milhões de toneladas nesta temporada, 0,5% acima da estimativa divulgada em outubro. Para os EUA, o órgão projetou que serão colhidas 4,65 milhões de toneladas, volume 1,2% superior ao estimado no mês passado e um avanço de 24,5% ante 2016/17. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 81,03 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.