Commodities Agrícolas

Publicado em 10/01/2018 por Valor Online

Renegociação Os futuros do cacau fecharam em queda na bolsa de Nova York ontem em meio à renegociação de contratos na Costa do Marfim. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1.906 a tonelada, recuo de US$ 10. De acordo com o Conselho do Café e do Cacau da Costa do Marfim, o país precisou revender 100 mil toneladas de cacau no fim do mês passado após alguns compradores não cumprirem seus contratos. Ainda segundo o órgão local, outras 30 mil toneladas podem ser vendidas em fevereiro. O cacau já vem em queda desde dezembro diante dessa oferta adicional, de acordo com comentário da consultoria Zaner Group na época. Em Ilhéus, o preço do cacau subiu R$ 1, para R$ 109 a arroba, de acordo com levantamento da Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri). Apostas para o USDA Os contratos futuros de soja recuaram ontem na bolsa de Chicago num mercado atento às previsões para o próximo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que será divulgado na sexta-feira. Os papéis para março fecharam a US$ 9,6375 o bushel, recuo de 3 centavos. Espera-se que o USDA corte a projeção para a safra da Argentina, onde a falta de chuvas atrasa o plantio da nova temporada. Contudo, também acredita-se que o órgão aumentará a projeção para a produtividade nos EUA. A média dos analistas prevê que o USDA elevará a previsão de safra dos EUA de 120,4 milhões de toneladas para 120,56 milhões. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq em Paranaguá caiu 0,12%, para R$ 72,07 a saca. Cortes à vista Os contratos futuros do milho avançaram ontem na bolsa de Chicago diante das expectativas de redução nas estimativas para a oferta global. Os papéis para maio fecharam a US$ 3,5725 o bushel, alta de 1,75 centavo. Em média, os analistas acreditam que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduzirá sua estimativa para os estoques mundiais nesta safra de 204,1 milhões de toneladas para 202,6 milhões de toneladas. Para o Brasil, espera-se um corte de quase 2 milhões de toneladas nas estimativa de colheita, ante 95 milhões apontadas em dezembro. As expectativas também são de cortes nas previsões de safra da Argentina, de 42 milhões para 41,4 milhões de toneladas. Na Bahia, o preço do milho foi negociado em média por R$ 29 a saca, segundo a Aiba. Área menor nos EUA As expectativas do mercado em relação às estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a área plantada com trigo de inverno no país na safra 2017/18 deram fôlego às cotações do cereal ontem. Em Chicago, os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 4,4525 o bushel, avanço de 4,75 centavos. Em Kansas, o grão com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,525, alta de 5,5 centavos. A média das estimativas de mercado indica que o USDA apontará uma área plantada com o trigo de inverno de 12,75 milhões de hectares em 2017/18 ante 13,23 milhões de hectares registrados no ano-safra anterior. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná, principal Estado produtor, ficou em R$ 664,72 a tonelada ontem, recuo de 0,74%, segundo o Cepea.