Commodities Agrícolas

Publicado em 11/10/2017 por Valor Online

Compasso de espera Com o mercado à espera das estimativas de safra do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que serão divulgadas na próxima quinta-feira, os contratos futuros do algodão ficaram praticamente estáveis na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a 68,38 centavos de dólar por libra-peso, recuo marginal de 4 pontos. Segundo analistas, o órgão americano deve estimar uma safra de 4,35 milhões de toneladas nos EUA em 2017/18, ante as 4,73 milhões estimadas em setembro. A projeção para o estoque também deve ser reduzida. O corte deve refletir os impactos da passagem dos furacões Irma e Harvey pelo Sudeste dos EUA. No mercado brasileiro, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 80,02 a arroba, de acordo com a associação de agricultores local, a Aiba. USDA em foco A expectativa com o próximo relatório mensal de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), agendado para a próxima quinta-feira, pressionou as cotações da soja em Chicago. Ontem, os papéis com vencimento em janeiro fecharam o dia cotados a US$ 9,7625 o bushel, recuo de 1 ponto. A média das previsões de mercado indica que o USDA elevará suas estimativas de produção nos EUA para a safra 2017/18, de 120,5 milhões de toneladas para 120,8 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume será o segundo recorde consecutivo no país. Em todo o caso, o atraso na colheita nos EUA limita a queda dos preços do grão.. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 70,84 a saca de 60 quilos, praticamente estável. Colheita atrasada Apesar da pressão "baixista" exercida pela queda dos embarques semanais de milho dos Estados Unidos, a apreensão com o atraso na colheita da safra 2017/18 do país segurou a cotação do cereal na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos futuros de milho com entrega para março fecharam o pregão estáveis, cotados a US$ 3,6725 o bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 22% da área plantada no país havia sido colhida até o último dia 8 de outubro, ante os 33% observados em igual momento do ano passado. A média histórica dos últimos cinco anos para o período é de 37%. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&F Bovespa para o grão ficou em R$ 31,17 por saca de 60 quilos, alta de 1,1%, de acordo com levantamento do Cepea. No mês, o cereal acumula alta de 3,76%. Queda nos embarques A redução nos embarques semanais de trigo dos EUA pressionou as cotações do cereal na bolsa de Chicago no pregão de ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam o dia a US$ 4,5525 por bushel, desvalorização de 0,75 centavo. De acordo com o USDA, os exportadores do país enviaram 350,63 mil toneladas de trigo a compradores internacionais na semana até o dia 5, queda de 51% na comparação semanal. Na contramão de Chicago, os preços do trigo na bolsa de Kansas subiram, com os contratos para março negociados a 4,4925 por bushel, avanço de 0,5 centavo. Nesse caso, a alta dos preços se deve à escassez de grãos de maior teor de proteína no mercado, tipo de trigo mais negociado em Kansas. No Brasil, o preço médio do trigo no Paraná caiu 0,87%, para R$ 586,67 por tonelada, de acordo com o Cepea.