Commodities Agrícolas

Publicado em 12/01/2018 por Valor Online

Recuo em NY Os preços futuros do cacau recuaram na bolsa de Nova York ontem após alcançarem no dia anterior o maior patamar em um mês. Os contratos para março fecharam a US$ 1.940 a tonelada, recuo de US$ 8. Porém, na semana, a commodity ainda acumula avanço de 1,74%, impulsionada pelas expectativas de recuperação da demanda europeia no próximo ano. Ontem, a Eurostat apontou que atividade industrial na zona do euro em novembro subiu 1% em relação ao mês anterior, ante previsão de 0,6%. A Europa concentra mais de um terço da moagem mundial de cacau, e a melhora da economia eleva as perspectivas de consumo no continente. Em Ilhéus, o preço médio subiu R$ 1, para R$ 110 a arroba, de acordo com levantamento da Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri). Compras tardias O atraso da indústria processadora na fixação das compras da safra 2017/18 de algodão levou as cotações da pluma ao maior patamar desde maio de 2014. Os contratos futuros com entrega para maio fecharam ontem a 82,96 centavos de dólar a libra-peso, valorização de 300 pontos. Segundo analistas, estima-se que haja ainda mais de 1,08 milhão de toneladas da pluma a serem fixados pela indústria processadora, um recorde para o atual momento do ano. As empresas vinham apostando na desvalorização da commodity antes de realizar as compras da safra 2017/18 diante de uma ampla oferta mundial e uma safra recorde nos Estados Unidos. No mercado brasileiro, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 83,55 por arroba, de acordo com a associação de agricultores local, a Aiba. À espera do USDA As expectativas com o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado hoje, pressionaram ontem os preços da soja em Chicago. Os papéis para maio fecharam a US$ 9,61 o bushel, recuo de 5 centavos. A média das previsões dos analistas indica que o órgão deve elevar a estimativa para a produção brasileira, de 108 milhões para 110 milhões de toneladas, diante das boas condições climáticas. Para a estoque americano de soja, os analistas esperam que o órgão eleve a estimativa de 12,1 milhões de toneladas para 13 milhões de toneladas. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 71,51 a saca de 60 quilos, recuo de 0,71%. No acumulado de janeiro, o indicador registra desvalorização de 2,19%. Vendas fracas nos EUA O fraco ritmo das vendas externas de trigo dos EUA pressionou as cotações do cereal nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 4,4675 por bushel, recuo de 1 centavo. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,5375 o bushel, queda de 0,25 centavo. Segundo informou ontem o Departamento de Agricultura dos EUA, na semana entre 29 de dezembro e 4 de janeiro foram firmados contratos para a exportação de 71,5 mil toneladas de trigo americano, queda de 45% ante a semana anterior e de 86% sobre a média das últimas quatro semanas. Trata-se, ainda, do menor volume semanal de vendas da atual safra. No mercado brasileiro, o preço médio praticado no Paraná ficou em R$ 664,15 a tonelada, retração de 0,14%, segundo o Cepea.