Commodities Agrícolas

Publicado em 13/11/2017 por Valor Online

África no radar O mercado futuro de cacau voltou a reagir às preocupações com a safra na Costa do Marfim na sexta-feira. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 2.212 a tonelada, com alta de US$ 27 na bolsa de Nova York. A cotação da commodity tem sido impulsionada pelas expectativas de queda na produção do oeste da África, depois que os agricultores locais reduziram a aplicação de fertilizantes e defensivos nas lavouras. Segundo Jack Scoville, da Price Futures Group, notícias de doenças em plantações da Costa do Marfim impulsionaram recomendações de compra de contratos da commodity. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio ao produtor ficou em R$ 118,90 a arroba na sexta-feira, alta de 1,3%, segundo a Central Nacional de Produtores. Estoques menores Os contratos futuros do algodão voltaram a subir na sexta-feira na bolsa de Nova York, após a retração registrada na quinta-feira. Os papéis com vencimento em março fecharam a 69,14 de dólar a libra-peso, alta de 60 pontos. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevou levemente a projeção para a produção mundial de pluma em 0,5%, para 26,4 milhões de toneladas. Para o estoque global ao final da temporada 2017/18, por outro lado, estimou redução de 1,6%, para 19,8 milhões de toneladas. O USDA também reviu a projeção para as importações da pluma chinesas de 1,11 milhão para 1,15 milhão de toneladas. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 79,85 a arroba na sexta-feira, segundo a associação de produtores local, a Aiba. Receio com o Brasil Os contratos futuros da soja subiram na bolsa de Chicago na sexta-feira sustentados pelas preocupações em relação ao plantio da safra 2017/18 no Brasil. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,87 o bushel na bolsa de Chicago, com alta de 2 centavos. Segundo a AgRural, o plantio ganhou ritmo no país e chegou a 57% da área estimada em 34,6 milhões de hectares no ciclo. O avanço foi favorecido pela melhora das condições de umidade na maioria dos Estados produtores. No entanto, apesar de o plantio ter avançado 17 pontos percentuais na semana no Centro-Oeste, ainda há problemas na região causados pela irregularidade das chuva. No mercado doméstico, o indicador Esalq BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 73,94 a saca de 60 quilos, baixa de 0,34%. Produção abundante Os contratos futuros do milho registraram alta na bolsa de Chicago na sexta-feira, após caírem 6,5 centavos no pregão anterior. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 3,5675 o bushel, avanço de 2 centavos. A alta se deveu a um ajuste técnico depois da forte retração da quinta-feira. Os fundamentos do setor, por enquanto, continuam apontando para queda nas cotações, dada a perspectiva de uma grande produção na safra 2017/18. Últimos dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontam para uma produção de 1,044 bilhão de toneladas do cereal na safra atual, acima da estimativa anterior de 1,039 bilhão de toneladas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 32,68 a saca, alta de 0,49%.