Commodities Agrícolas

Publicado em 04/12/2017 por Valor Online

Realização de lucros Após passar a maior parte da semana passada em alta a reboque das cotações do petróleo, os contratos futuros de açúcar demerara se descolaram do combustível fóssil e encerraram a sexta-feira em baixa, em um leve movimento de realização de lucros. Os papéis com entrega para maio fecharam a 14,94 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 9 pontos. Durante toda a última semana, inclusive na maior parte do pregão de sexta-feira, os preços do açúcar subiram refletindo a decisão da Opep de manter o ritmo de refino de petróleo, equilibrando a relação entre oferta e demanda A alta do petróleo faz os biocombustíveis - como o etanol do Brasil, que é feito de cana -, ganharem competitividade. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,3%, a R$ 69,34 por saca. Recuperação Os contratos futuros do café arábica registraram alta na bolsa de Nova York na última sexta-feira, um dia após uma realização de lucros derrubar as cotações da commodity em mais de 300 pontos e zerar os ganhos que foram acumulados durante a semana. Os papéis com vencimento em março fecharam a sessão a US$ 1,2955, alta de 105 pontos. As previsões de déficit na oferta mundial em 2017/18, avaliado em 3,6 milhões de toneladas, dão sustentação ao mercado de café em meio às previsões de diminuição na produção brasileira na safra atual após estresse climático no final do ano passado. O Brasil é o maior produtor e exportador global de café. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica negociado na capital paulista ficou em R$ 458,94 por saca. Na esteira do petróleo Na esteira da valorização do petróleo e da queda do dólar, os contratos futuros de soja encerraram o último pregão da semana passada em alta na bolsa de Chicago. Na sexta-feira, os lotes com entrega para março fecharam o dia a US$ 10,06 por bushel, ganho de 8,25 centavos de dólar. De maneira geral, a alta das cotação do petróleo ajuda a direcionar parte do dinheiro disponível no mercado financeiro para o setor de commodities. Por sua vez, a queda do dólar torna as commodities agrícolas produzidas nos EUA mais competitivas, sendo possível comercializá-las por um preço em dólar mais alto. Do lado dos fundamentos, a expectativa de maior demanda da China também contribuiu para a valorização do grão. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em subiu 0,4%, a R$ 74,51 por saca. Tempestades à vista A previsão de tempestades em regiões produtoras de trigo da Austrália elevou as cotações do cereal na última sexta-feira. Os contratos da commodity com vencimento em março encerraram o pregão negociados a US$ 4,3850 por bushel na bolsa de Chicago, avanço de 5,5 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, onde o trigo de melhor qualidade é negociado, os contratos de mesmo vencimento fecharam o dia a US$ 4,3750 por bushel, valorização de 6 centavos de dólar. De acordo com a consultoria Zaner Group, as chuvas no leste da Austrália podem causar dano a 4 milhões de toneladas de trigo. O USDA estima que os agricultores australianos 35,8% menos na atual safra. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o trigo no Paraná ficou em R$ 648,09 por tonelada na sexta-feira, praticamente estável.