Commodities Agrícolas

Publicado em 06/12/2017 por Valor Online

Volatilidade em NY A recente alta do petróleo e as previsões para a safra 2018/19 de cana no Brasil têm motivado compras especulativas em Nova York e gerado volatilidade nas cotações do açúcar. Após iniciarem o pregão em alta ontem, os papéis com vencimento em maio fecharam a 14,87 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 13 pontos. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os gestores de recursos ("managed money") mantinham um saldo líquido comprado de 12.808 papéis no último dia 27, volume mais de 12 vezes superior ao observado uma semana antes. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal negociado na capital paulista ficou em R$ 69,19 a saca de 50 quilos ontem, queda de 0,76%. Chuva no Brasil Os contratos futuros do café arábica voltaram a cair ontem em Nova York, pela segunda sessão consecutiva, pressionados pelas previsões de chuva no Brasil. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,274 a libra-peso, recuo de 80 pontos. O mercado volta suas atenções para as condições de desenvolvimento da safra 2018/19 no Brasil em meio aos problemas de safra enfrentados pela Colômbia. Segundo a Federação Nacional dos Cafeicultores do país, a produção local de café entre janeiro e novembro somou 12,644 milhões de sacas, recuo de 2% na comparação com igual intervalo de 2016. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica negociado em São Paulo ficou cotado em R$ 455,35 a saca de 60 quilos ontem, recuo de 0,08%. Efeito La Niña A confirmação das condições de La Niña no oceano Pacífico equatorial deu força às cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 10,205 o bushel, avanço de 10,25 centavos. O fenômeno eleva as apreensões com o tempo quente e seco na Argentina e extremo sul do Brasil. As duas regiões estão atualmente na fase de plantio do ciclo 2017/18 da soja e do milho, mas com atrasos devido à falta de chuvas. Embora as previsões sejam de maior umidade no Centro-Sul do Brasil até o próximo dia 18, para o Sul do país e leste argentino, as chuvas devem ficar entre 40% e 60% da média para este período do ano. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 75,22 a saca de 60 quilos, alta de 0,28%. Alta limitada O movimento de alta observado em Chicago após a confirmação do La Niña pelo Escritório de Meteorologia da Austrália foi limitado no mercado de milho pelos sinais de demanda fraca pelo grão americano. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ US$ 3,5375 o bushel, avanço de 0,25 centavo (0,07%). Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores do país enviaram 586,21 mil toneladas do grão para o exterior ao longo da semana encerrada no último dia 30. O volume representa queda de 8,21% ante a semana anterior, sendo a menor remessa registrada nas últimas três semanas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 31,31 a saca de 60 quilos, alta de 0,32%.