Commodities Agrícolas

Publicado em 09/02/2018 por Valor Online

Avanço nas vendas O avanço nas vendas externas de algodão dos EUA deu fôlego às cotações na bolsa de Nova York ontem mesmo com os corte nas previsões do Departamento de Agricultura do país (USDA) para as exportações da pluma em 2017/18. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 77,56 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 27 pontos. Segundo o USDA, foram vendidas 87,61 mil toneladas de algodão na semana encerrada no último dia 1, avanço de 33% ante a semana anterior. O órgão, contudo, reduziu em 2% sua previsão de exportação até o fim desta safra, para 3,16 milhões de toneladas. Os EUA são os maiores exportadores mundiais de algodão. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 91,09 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba. Oferta e demanda A revisão nas previsões de oferta e demanda mundial de soja pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) deu fôlego às cotações do grão ontem na bolsa de Chicago apesar das condições ainda confortáveis para o consumo mundial. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 9,9875 o bushel, alta de 4,5 centavos. O USDA reduziu em 1,13% a previsão para a produção mundial da oleaginosa, para 346,92 milhões de toneladas, e elevou em 4% a estimativa para o consumo, para 343,2 milhões de toneladas. Para a Argentina, o órgão cortou sua estimativa de produção em dois milhões de toneladas, para 54 milhões de toneladas. O indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ontem ficou em R$ 73,42 a saca, com alta de 0,64%. Consumo maior O crescimento nas vendas externas de milho dos EUA levou o Departamento de Agricultura do país (USDA) a elevar as previsões para as exportações americanas do grão em seu relatório mensal de oferta e demanda ontem. Com isso, os contratos do milho com vencimento em maio fecharam a US$ 3,7325 o bushel, alta de 0,5 centavo. Segundo o USDA, os EUA deverão exportar 52,07 milhões de toneladas do grão em 2017/18. Em janeiro, o órgão havia estimado um volume de 48,9 milhões de toneladas. Com uma previsão de produção de 370,96 milhões de toneladas de milho, o USDA prevê estoques finais de 59,75 milhões de toneladas no país. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 33,35 a saca, recuo de 0,18%. Exportação menor A perda de participação dos EUA no mercado internacional de trigo levou o Departamento de Agricultura do país (USDA) a reduzir as previsões de exportações do país no ciclo 2017/18, o que pressionou as cotações do cereal nas bolsas ontem. Em Chicago, o trigo com vencimento em maio fechou a US$ 4,6925 o bushel, recuo de 3,75 centavos. Em Kansas, o grão com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,895 o bushel, queda de 6,25 centavos. Segundo o USDA, os EUA deverão exportar 25,8 milhões de toneladas de trigo - a estimativa anterior era de 26,5 milhões de toneladas. Já a Rússia deve exportar 36 milhões de toneladas - a projeção anterior indicava 35 milhões de toneladas. No mercado interno, o preço médio no Paraná ficou em R$ 668,75 a tonelada, alta de 0,08%.