Empresa cria tijolo de isopor mais sustentável

Publicado em 12/03/2018 por Jornal do Comércio - RS

O "tijopor", um tijolo de construção civil fabricado com gesso, isopor de reuso, aditivos e água, é uma das cinco ideias finalistas da HackBrazil, competição de inovação e tecnologia da Brazil Conference at Harvard & MIT, que acontece nos dias 6 e 7 de abril em Boston, Massachusetts (EUA). As equipes foram escolhidas para apresentar os projetos para um júri especial, e o vencedor será premiado com R$ 50 mil. A iniciativa nasceu no segundo semestre de 2016, a partir de uma ideia de criar uma plataforma para transformação da realidade brasileira usando a tecnologia.
O grande apelo do produto da DPQ Engenharia, claro, é a contribuição com o meio ambiente, pois a fabricação do tijopor ajuda na retirada do isopor da natureza. "Os tijolos tradicionais cerâmicos, que existem em grande parte das edificações brasileiras, passam por uma etapa de queima em fornalhas. Por não precisar desse processo na sua fabricação, o tijopor ajuda na redução da quantidade de madeira extraída para ser queimada e, por consequência, na emissão de CO2 para atmosfera", conta o fundador da empresa, Daniel Pessanha.
Além disso, esse produto traz um melhor custo-benefício, já que reduz cerca de 30% do valor final da edificação; aumenta a praticidade na construção das edificações e possui funções de isolamento o térmico e acústico.
O protótipo do tijopor está em desenvolvimento e a expectativa é disponibilizá-lo no mercado ainda no segundo semestre de 2018. Pessanha comenta que, na primeira etapa, a empresa pretende comercializar o Tijopor apenas nas regiões Norte e Nordeste. Mas, com o tempo, por ser um produto que abrange todos os tipos de edificações, um dos objetivos é disponibilizá-lo em todas as regiões do Brasil. "No momento a operação é mantida apenas com recursos próprios, mas estamos buscando recursos para essa segunda fase", relata.
A DPQ Engenharia foi criada em 2015 enquanto Pessanha cursava Engenharia Civil. "Eu queria criar algo que contribuísse de alguma maneira com o meio ambiente e, com o tijopor, tenho a oportunidade de fazer isso em larga escala", destaca. O jovem nasceu em Tucuruí, interior do Pará, e atualmente mora na cidade de Porto, em Portugal. É na Europa que ele está dando continuidade na graduação e nas pesquisas sobre o tijopor. "Acredito que podemos inovar, empreender e, por consequência, contribuir com a sociedade por meio de pesquisas acadêmicas", conta.