Ibovespa cai 0,43%, e dólar sobe

Publicado em 10/10/2017 por Jornal do Comércio - RS

O Índice Bovespa deu continuidade ontem à realização de lucros vista nos últimos pregões e cedeu 0,43%, marcando 75.726,80 pontos ao final da sessão. As justificativas para essa nova correção vieram essencialmente do cenário externo, que contou com alta do dólar ante emergentes, queda do minério de ferro na China e um feriado nos Estados Unidos, que reduziu a liquidez dos negócios. A B3 registrou R$ 6,827 bilhões movimentados no segmento Bovespa, quase 30% abaixo da média diária da semana passada, de R$ 9,4 bilhões.
Com o noticiário doméstico escasso, as principais referências vieram do cenário externo, que mostrou comportamento mais cauteloso e defensivo por parte dos investidores. As quedas mais relevantes do dia ficaram com os setores de mineração e siderurgia, que reagiram à piora do desempenho da economia chinesa em setembro, medida pelo PMI Composto, e pela consequente queda dos preços do minério de ferro nos mercados futuros. Com isso, Vale ON teve baixa de 1,99%. Entre as siderúrgicas, destaque para CSN ON (-3,41%) e Gerdau PN (-0,56%).
O setor financeiro, bloco de maior peso no Ibovespa, também contribuiu para a queda da bolsa, em sintonia com as ações do setor financeiro nas bolsas de Nova Iorque. À tarde, a agência de classificação de risco Moodys alterou a perspectiva do sistema bancário brasileiro de "estável" para "negativa" e afirmou que o movimento reflete o risco de que as incertezas políticas possam causar deterioração adicional dos fundamentos financeiros dos bancos, em especial os riscos de ativos e a rentabilidade.
Os alertas da Moodys tiveram efeito bastante limitado nas ações dos bancos, que já vinham operando em terreno negativo desde cedo. Ao final dos negócios, Banco do Brasil ON teve queda de 1,11%, enquanto Itaú Unibanco PN perdeu 1,19%. A exceção foram as units do Santander Brasil, que avançaram 1,71%. Segundo operadores, um dos principais compradores dos papéis do Santander foi a própria instituição.
O dólar se manteve em alta ante o real durante toda a sessão, alcançando o patamar de R$ 3,18, em um dia marcado pela baixa liquidez por causa do feriado do Dia de Colombo nos Estados Unidos. Segundo analistas, o câmbio doméstico acompanhou o movimento da moeda norte-americana frente a outras divisas emergentes e ligadas a commodities, refletindo a percepção de que os juros norte-americanos subirão em dezembro.
O dólar à vista fechou em alta de 0,92%, a R$ 3,1861. O giro financeiro somou US$ 178,170 milhões.
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