Ibovespa volta a subir e vai a 79.365,43 pontos

Publicado em 12/01/2018 por DCI

O Ibovespa operou, ontem, ao sabor da valorização das commodities e o bom humor que se seguiu desde a manhã nos mercados internacionais. Após dois dias consecutivos de realização de lucros, a bolsa brasileira subiu 1,49%, aos 79.365,43 pontos no pregão.

O volume financeiro, um total de R$ 8,70 bilhões, foi superior ao registrado na quarta-feira e é considerado alto para os meses de janeiro.

"As quedas dos dois dias anteriores foram um soluço no apetite por risco, que deve continuar alto", comentou Cleber Alessie Machado, da corretora Hcommcor.

O enfraquecimento do dólar ante divisas, principalmente de países emergentes, somados às perspectivas sobre a expansão econômica na China também contribuíram para a força de commodities de uma maneira geral.

"A percepção de melhora da economia global fortalece a valorização de commodities de metais e de energia. E a bolsa do Brasil acaba se beneficiando muito disso", disse Raphael Figueredo, analista e sócio da Eleven Financial.

Lá fora, a cotação dos contratos futuros de petróleo em Londres bateu os US$ 70 por barril no meio da tarde. Teve efeito direto nas ações da Petrobras que iniciaram um rali, levando a uma valorização do papel para perto de 3%.

Os investidores também consideram a melhora da gestão da petroleira. A sessão encerrou com as ações ON ganhando 2,47% e PN, 2,68%.

A Vale ON, por sua vez, também subiu (1,95%) refletindo o preço do minério de ferro à vista no porto de Qingdao, na China, em alta de 0,98%.

"Não apenas Vale e Petrobras, mas outras empresas correlatas, como do setor siderúrgico, e relacionadas às commodities se beneficiaram", disse Figueredo.

O bloco do setor financeiro também ganhou destaque nesse pregão, com Banco do Brasil ON subindo quase 2,28%. No ano, os ganhos com estes papéis chegam a 7%.

Mercado cambial

O ambiente de maior apetite ao risco que tem marcado este início de ano teve novo impulso na sessão de ontem.

O dólar se desvalorizou frente a outras moedas fortes e também às de países emergentes e ligados a commodities. A alta do petróleo no mercado internacional contribuiu para este cenário. Com isso, a divisa norte-americana caiu 0,61%, cotada aos R$ 3,2156.

O dólar firmou-se em baixa após a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) americano de dezembro (-0,1%). O dado contrariou as expectativas dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que previam alta de 0,2% no período.

A leitura dos investidores é de que, com a inflação fraca, fica mais difícil o Federal Reserve (banco central dos EUA) acelerar a alta dos juros. O índice de preços ao consumidor (CPI) americano de dezembro, que deve ser divulgado hoje, também pode desencadear nova rodada de desvalorização do dólar se vier fraco.

A moeda já vinha perdendo valor principalmente ante o euro, depois que o Banco Central Europeu (BCE) divulgou a ata de sua última reunião, realizada em dezembro.

O giro foi de US$ 1,180 bilhão. Na mínima, alcançou R$ 3,2136 (-0,67%) e, na máxima, R$ 3,2372 (+0,06%). No mercado futuro, o dólar para fevereiro fechou em queda de 0,43%, a R$ 3,2235. O volume foi de US$ 16,015 bilhões. Na mínima, foi a R$ 3,2210 (-0,51%) e, na máxima, R$ 3,2455 (+0,25%). /Estadão Conteúdo