JSL reabre emissão e capta US$ 300 milhões

Publicado em 09/01/2018 por Valor Online

A empresa de logística JSL concluiu ontem a reabertura da sua emissão de bônus com vencimento em 2024 e conseguiu levantar US$ 300 milhões adicionais na primeira operação precificada em 2018. A demanda pelos papéis foi de mais de três vezes o livro de ofertas, ou perto de US$ 1 bilhão, e possibilitou a redução do custo da operação, estimado no início do dia em 7%. Em julho do ano passado, no lançamento da oferta, a JSL pagou um yield de 7,875%. De acordo com o diretor financeiro Denys Ferrez, a companhia usará cerca de 40% dos recursos para pagar dívidas no mercado local, como debêntures e certificados de recebíveis do agronegócio (CRA). Outra fatia de 15% será destinada a refinanciar dívida com o BNDES e o restante, empréstimos bilaterais. "Melhoramos significativamente nossa estrutura de capital. O prazo médio da dívida sai de 3,8 anos para 4,5 anos", disse o executivo em entrevista. Com a estreia no mercado internacional feita no ano passado, a empresa tinha apenas US$ 325 milhões em bônus em circulação e, segundo Ferrez, mais liquidez era uma demanda dos investidores. "Pensamos em emitir US$ 175 milhões para elevar o volume em circulação para US$ 500 milhões. Com a demanda alta, acabamos colocando US$ 300 milhões", diz. Atuaram como coordenadores da oferta BB Investimentos, Bradesco BBI, BTG Pactual, J.P. Morgan, Morgan Stanley, Santander e XP Investimentos. Ontem, a Hidrovias do Brasil também anunciou a intenção de levantar recursos. A companhia fará encontros com investidores entre 11 e 16 de janeiro e pretende vender títulos de sete anos na sequência. Rumo, Marfrig e Rede D'Or seguem na fila.