Suzano encerra 2017 com lucro de R$ 1,81 bilhão

Publicado em 08/02/2018 por Valor Online

A Suzano Papel e Celulose encerrou 2017 com lucro líquido de R$ 1,81 bilhão e geração de caixa operacional de cerca de R$ 3,5 bilhões, a melhor da indústria brasileira, coroando um ano de desempenho operacional recorde e avanços na governança corporativa, com a migração para o Novo Mercado da bolsa paulista. Preços da celulose em alta no mercado internacional, custos em queda e vendas recorde contribuíram para a forte melhora dos resultados anuais, com destaque para o quarto trimestre. De acordo com o presidente da companhia, Walter Schalka, essa trajetória e a redução do endividamento dão suporte à execução do plano de crescimento. "Isso nos permite seguir na rota dos três pilares estratégicos [competitividade estrutural, redesenho da indústria e negócios adjacentes]", afirma. O balanço robusto também permitiu à companhia ampliar investimentos, de R$ 1,8 bilhão no ano passado para R$ 2,4 bilhões em 2018. E o desempenho começou a ser reconhecido pelas agências de classificação de risco: no fim de dezembro, a Fitch conferiu grau de investimento à Suzano. Do orçamento definido para este ano, R$ 1,2 bilhão será destinado a manutenção, R$ 300 milhões à compra da fabricante de tissue Facepa, R$ 600 milhões a projetos de competitividade estrutural e negócios adjacentes e outros R$ 300 milhões referentes à compra de terras e florestas da Duratex, recém-anunciada. A Suzano entrou no segmento de papéis sanitários (tissue) no ano passado, com o início de operação de duas máquinas, nas unidades Mucuri (BA) e Imperatriz (MA), além da aquisição da Facepa. Com foco nos mercados do Norte e Nordeste, está lançando a primeira marca de papéis higiênicos de portfólio, Max Pure. Em 2018, deve estrear no mercado de lignina. No acumulado de janeiro a dezembro, a Suzano registrou receita líquida de R$ 10,52 bilhões, com alta de 6,5%, enquanto o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 18,2%, a R$ 4,62 bilhões. Pelo terceiro ano consecutivo, reportou queda nominal no custo caixa de produção de celulose, que terminou o ano em R$ 599 por tonelada, no menor nível desde 2014. Até dezembro, esse custo deve chegar a R$ 570 por tonelada. Especificamente no quarto trimestre, a companhia reportou lucro líquido de R$ 358 milhões, revertendo prejuízo de R$ 440 milhões um ano antes, à medida que o forte resultado financeiro mais do que compensou o efeito negativo da variação cambial na dívida em moeda estrangeira. A receita líquida trimestral mostrou crescimento de 25,8%, para R$ 3,14 bilhões e o Ebitda avançou 58,1%, a R$ 1,43 bilhão. Do lado financeiro, a alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda caiu 0,2 pontos em três meses, para 2,1 vezes em dezembro. Com esse perfil, diz o executivo, a Suzano está preparada para acompanhar eventuais movimentos de redesenho da indústria. "A Suzano vem criando valor gradativamente", diz. De acordo com Schalka, a companhia tem visão positiva para os preços a celulose e, neste momento, os estoques ao longo da cadeia continuam baixos. Na própria Suzano, os estoques estão em 23 dias, contra 30 ou 31 dias no nível normalizado. No segmento de papel, a valorização da matéria-prima tem dado suporte à correção dos preços.