Banda Cascadura faz show comemorativo de 25 anos de fundação

Publicado em 13/01/2018 por A Tarde - BA

Ricardo Cadinho, Thiago Trad, Fábio Cascadura e Du Txai: última formação é a que toca no show - Foto: Divulgação
Ricardo Cadinho, Thiago Trad, Fábio Cascadura e Du Txai: última formação é a que toca no show
Divulgação

Fãs do rock baiano tem um compromisso muito sério neste domingo, 14: é o show de reunião - e comemoração dos 25 anos de fundação - da banda baiana Cascadura.

Desativada desde 2015, a banda se reúne para a ocasião aproveitando as férias do vocalista e único membro original remanescente: Fábio Cascadura Magalhães, que foi morar em Toronto (Canadá).

"(De início) A ideia era só fazer um som, tipo pega um Dubliners ou o Groove Bar, um lugar assim, só pra fazer um som. Aí Thiago (Trad, baterista) deu a ideia de ter alguém produzindo", conta Fábio.

"Chamamos o pessoal da Ruffo (Marketing Cultura e Arte), que já trabalhava com a gente nos últimos anos da banda. Aí a proporção aumentou, foi pro Pelourinho. E a recepção tem sido muito boa, o pessoal tá entusiasmado", diz o cantor.

Destinada à eternidade, a obra deixada pelo Cascadura em seus cinco álbuns é uma das mais consistentes da música baiana em qualquer categoria.

No show, velhos fãs e novatos que nunca tiveram a oportunidade de ver a banda ao vivo, ouvirão material desde o primeiro disco (#1, 1995) até o último (Aleluia, 2012).

"Ah, o velho detalhe do repertório. (Nos ensaios) A gente passa mais tempo decidindo o que vai tocar do que tocando", ri Fábio.

"Então vamos tocar o que é mais representativo, o que as pessoas querem mais ouvir: Queda Livre, Juntos Somos Nós, Aleluia", conta, meio que escondendo o jogo.

No palco, Fábio contará com a última formação ativa da banda: Thiago Trad (bateria), Ricardo Cadinho (baixo) e Du Txai (guitarra).

A este quarteto se juntará mais um guitarrista: o veterano ex-membro Martin Mendonça. Integrante da banda de Pitty desde 2004, Martin foi da Cascadura entre o final dos anos 1990 e o início da década seguinte.

A guitarra de Martin está registrada no terceiro disco da banda, Vivendo Em Grande Estilo (2002).

"Nesse show Martin não é convidado, é membro da banda. Vai tocar o show inteiro. Nesse espaço de tempo que nos reunimos, Martin é membro da banda. É o Cascadura ali", reitera Fábio.

"Sei que Cascadura sempre remete a mim, mas não dava para realizar nada disso sem todos eles também", diz.

Lá e cá

Morando nos últimos dois anos e meio no Canadá com a esposa, Fábio já trabalhou em tudo que é tipo de emprego: foi padeiro, cozinheiro em cafeteria, figurante em série de TV, faxineiro. Agora é auxiliar administrativo em um escritório de serviços de limpeza.

"Faço pagamentos, contratos, agenda etc. Esse é o meu trampo atual. Mas é uma vida boa em Toronto. É uma cidade multicultural, com gente do mudo todo, a oferta de trabalho e cultura é vasta. Tem saúde, educação e transporte, tudo organizado. Lá você tem muita oportunidade de trabalho e aprendizado", conta.

De lá, Fábio também tem acompanhado a evolução do caos diário do Brasil pós-golpe, com preocupação.

"Governo ilegítimo, instituições se esforçando para dificultar a vida do cidadão. Agora o Brasil é isso aí. E esse ano estamos em um ponto perigoso, com a eleições se aproximando. Tudo pode acontecer. Já transferimos nosso titulo para votar para presidente lá em Toronto, isso é muito importante", conclui.