Como engajar trabalhadores intermitentes?

Publicado em 13/04/2018 por Exame.com

Com a criação do contrato intermitente, surge uma questão importante: como engajar profissionais que não vão respirar a cultura da empresa o tempo todo?


No ano passado, o Brasil realizou a maior mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desde sua criação em 1943. A reforma introduziu um novo tipo de contrato entre empregados e empregadores — o intermitente, que permite às companhias recrutar profissionais esporadicamente, remunerando-os apenas pelo período em que eles efetivamente prestarem um serviço.

Vista por uma parcela dos especialistas como um passo adiante na modernização das relações trabalhistas, a nova modalidade também gera preocupação com a precarização e a fragilização do emprego. Em meio às incertezas, os executivos de RH tentam entender o contrato intermitente para, pesando os prós e os contras, decidir se adotam ou não o sistema. “Há uma insegurança sobre como a Justiça vê os novos contratos. Então, deve ainda levar um tempo até que o modelo se dissemine”, diz Lucas Nogueira, diretor de recrutamento da consultoria Robert Half.

Além de dúvidas jurídicas, há questões estratégicas que envolvem a rotina das organizações. Uma delas é como motivar e engajar um funcionário que não vai respirar a cultura da companhia durante o ano inteiro nem ter contato frequente com a chefia e os colegas. Afinal, embora a ligação de um profissional com a empresa pareça mais flexível sob o regime intermitente, a necessidade de comprometimento para que seu trabalho dê os resultados desejados continua como antes. O desafio para a gestão de talentos é compreender o que estimula funcionários que não fazem parte do quadro regular.

Essa é uma velha preocupação. “Estamos discutindo o assunto como se a mudança fosse uma grande novidade, mas sabemos que, num futuro próximo, as formas preferenciais de contratação não seguirão a atual norma preponderante, que determina que eles fiquem juntos o tempo inteiro”, diz Flávia Feitosa Santana, coach, professora e pesquisadora na área de gestão de pessoas da universidade ESPM. “Na reali­dade, os princípios de liberdade e autonomia já estão presentes em variantes como o trabalho temporário e o remoto."

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