Alimentos voltam a pesar no bolso dos brasileiros

Publicado em 07/11/2018 por Portal R7

Alimentos voltam a pesar no bolso dos brasileiros Inflação oficial mostra a valorização de 0,59% no preço dos alimentos e bebidas ao longo do mês de outubro Inflação

Tomate e a batata-inglesa lideraram as altas de outubro

Tomate e a batata-inglesa lideraram as altas de outubro

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Os alimentos voltaram a figurar como um dos vilões da inflação e amargaram as refeições dos brasileiros durante o mês de outubro.

Dados revelados nesta quarta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que os itens do grupo ficaram 0,59% mais caros no mês passado.

O economista e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Mauro Rochlin afirma que a alta dos alimentos já havia sido confirmada pelo IPCA-15 no meio do mês passado com uma valorização de 0,44%.

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Rochlin explica que o preço mais salgado de frutas, verduras e dos alimentos in natura foram os maiores vilões, mas deve ter os preços estabilizados neste mês. "Eu acredito que a alta dos alimentos seja pontual, com a reversão desse cenário já agora em novembro" avalia Rochlin.

O pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) João Paulo Deleo afirma que algumas altas significativas representam apenas um ajuste dos valores. "Você pegar batata, até aumentou um pouco, mas os preços ainda estão bem baixo", destaca.

Tomate

Principal alta do setor de alimentos no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro, o tomate ficou 51,27% mais caro no período. Para Deleo, a valorização ocorreu devido a um prejuízo que os produtores tiveram entre junho e setembro.

"Os preços estavam bem baixos devido à boa produtividade e as hortaliças são muito sensíveis à oferta", afirma o pesquisador do Cepea, que completa: "Mesmo que a oferta aumente na primeira quinzena de novembro, se acredita que esses preços não devem cair tanto porque não deve haver uma concentração muito grande nas quantidades."

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De acordo com Rochlin, o tomate pode ser incluído na lista de itens como demanda inelástica, que consiste na baixa variação na procura pelo produto conforme a inflação, comum em alimentos como arroz e feijão. "São produtos muito essenciais e tendem a ter demanda inelástica, com pouca influência na alteração de preços", afirma.

Deleo também atribui a movimentação grande de preços das hortaliças à demanda inelástica deles. "Se o tomate cair muito, você não tem o aumento de compra na mesma proporção. Por outro lado, se ficar muito mais caro, também não há uma queda semelhante", explica.