Bônus de banqueiros americanos têm alta pela 1ª vez em quatro anos

Publicado em 14/11/2017 por Valor Online

Os bônus dos banqueiros dos Estados Unidos deve acompanhar o bom desempenho do mercado de ações e subir este ano. Pela primeira vez em quatro anos, os bônus de fim de ano para o banqueiros devem aumentar em 2017, segundo dados da consultoria Johnson Associates. No geral, essa expansão deve ficar entre 5% e 10%, de acordo com a pequisa. Embora os banqueiros ainda ganhem bem mais do que os americanos médios, os bônus estão sob pressão desde a crise financeira global de 2008, em função de novas regras de pagamento estabelecidas pelos reguladores e da queda nos lucros. Ainda assim, o aumento esperado nos bônus este ano reflete, em parte, como essas instituições estão tentando deixar esse passado para trás. Além de cortar gastos, os bancos americanos também estão focando em partes mais tradicionais e sólidas das suas operações, como por exemplo, o aconselhamento de fusões e aquisições e a concessão de crédito para empresas e famílias. Os banqueiros que trabalham nessas áreas devem ter o maior aumento nos bônus. No caso dos executivos que atuam nas emissões de dívidas e ações de empresas, a expansão dos bônus deve ficar entre 15% a 20%. Já para aqueles banqueiros que trabalham nas unidades comercial e de varejo, o crescimento deve ficar entre 5% e 10%. Enquanto isso, os banqueiros que atuam na área de corretagem ("trading") - que tradicionalmente ganhavam os maiores bônus - devem ter nova queda nessa compensação este ano. Na área de renda fixa, a baixa deve ficar entre 5% e 10%. Já em ações, o desempenho deve ser de estabilidade a queda de 5%. Alan Johnson, diretor da Johnson Associates e que ajuda os bancos a estabelecerem os bônus de seus executivos, diz que o governo de Donald Trump trouxe uma nova postura em relação ao setor financeiro, com regras mais suaves, e que isso tem ajudado no desempenho das ações dos bancos, o que, por sua vez, aumenta os bônus. "Ao olharmos para os preços das ações, vemos que mesmo a intenção de uma reforma regulatória tem tido um impacto poderoso. A loucura da área de corretagem do tipo 'velho oeste' já diminuiu bastante. Era isso que os reguladores queriam", comenta.