Cesta básica sobe 7,44% e batata tem variação de preço de 129,66%

Publicado em 13/06/2018 por Diário do Sudoeste

O valor da cesta básica de alimentos do mês de maio foi divulgado nesta semana e em Pato Branco apresentou alta de 7,44%, marcando surpreendente variação de 129,66% no preço da batata; 29,69% no preço do tomate; 5,77% no preço do feijão e 3,16% no preço da carne, em relação ao mês anterior.

A queda de maior relevância foi registrada no preço do café em pó (-5,06%). Com o aumento percentual de 7,44%, o montante gasto para a aquisição da cesta em maio foi de R$ 327, 80, ou seja, R$ 22,70 a mais do que no mês de abril.

A pesquisa do preço da cesta também foi realizada em Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, que além de Pato Branco são os municípios economicamente mais expressivos do Sudoeste.

O levantamento é realizado mensalmente pelo Grupo de Pesquisa Economia, Agricultura e Desenvolvimento (GPEAD) do curso de Ciências Econômicas da Unioeste, campus de Francisco Beltrão. É coordenado pela professora Roselaine Navarro Barrinha (Unioeste) e tem colaboração dos professores Nelito Antonio Zanmaria, de Pato Branco, e Sérgio Luiz Kunh, de Dois Vizinhos.

Segundo a pesquisa, em Dois Vizinhos a queda percentual foi de 1,33%, ou seja, R$ 4,26 a menos que o montante gasto em abril. Para a aquisição da cesta básica em maio foi preciso R$ 314,63.

Dos 13 produtos que compõem a cesta, 8 apresentaram alta e 5 queda de preços. As altas de maior significância foram na batata (60,97%), no tomate (27,45%) e no feijão preto (8,09%). A redução de maior importância ocorreu no preço da carne vermelha de primeira (-4,03).

Já em Francisco Beltrão a cesta teve aumento percentual de 5,15%, ou seja, R$ 15,56 a mais do que o montante gasto em abril. O valor para aquisição foi de R$ 317,58.

Entre os produtos pesquisados, 10 apresentaram alta e 3 queda de preços. As altas de maior impacto ocorreram na batata (48,38%), no tomate (10,47%), no feijão preto (16,25%) e na carne (9,02%). A redução de maior expressão foi na banana (-9,22%).

Segundo os pesquisadores, os resultados verificados no âmbito dos três municípios do Sudoeste seguiram o comportamento predominante na pesquisa nacional da cesta básica de alimentação, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Análise da variação dos preços

Em maio, a pesquisa da cesta básica de alimentação realizada pelo Dieese apontou elevação de preço em 18 das 20 capitais pesquisadas, como informou a nota à imprensa divulgada no último dia 7.

As altas mais substanciais ocorreram em Campo Grande (5,22%), Florianópolis (3,39%), João Pessoa (3,17%) e Fortaleza (3,12%). As retrações por sua vez, ocorreram em Manaus e em Belo Horizonte e foram inferiores a (1,00%).

A cidade do Rio de Janeiro teve em maio a cesta básica de maior valor monetário médio (R$ 446,03), seguida por Florianópolis (R$ 441,62), São Paulo (R$ 441,16) e Porto Alegre (R$ 437,73). A cesta de menor valor foi a de Salvador (R$ 327,56).

Os produtos que em maio, no âmbito da pesquisa do Dieese, apresentaram predominância de alta de preços foram o leite integral, a batata, a farinha de trigo, o tomate e o pão francês. Nos municípios do Sudoeste onde a Unioeste desenvolve a pesquisa, seguiu-se a mesma tendência observada nacionalmente quanto aos referidos produtos.

Batata e tomate

No que se refere à alta observada no preço da batata e do tomate, a má qualidade do produto e a redução da oferta em função de questões climáticas, associada à greve dos caminhoneiros, elevou o preço no varejo, conforme destacou o Dieese.

Leite e carne vermelha

O aumento ocorrido no preço do leite, apesar de maio representar o período da entressafra, acredita-se, tenha sido consequência da “queda forçada” da oferta do produto, em face da impossibilidade do transporte durante o período de paralisação das estradas. O mesmo explica, ao que tudo indica, a elevação ocorrida no preço da carne vermelha em especial nos dois maiores municípios do Sudoeste.