Copom define hoje a taxa básica de juros e deve ser a menor da história

Publicado em 06/12/2017 por A Gazeta - MT

Agência Brasil

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central (BC) volta a se reunir quarta-feira(6), com a expectativa de redução da taxa básica de juros, a Selic.

A primeira parte da reunião, a última de 2017, foi realizada ontem (5) e hoje, por volta das 18h20, será divulgada a decisão da diretoria do BC.

A taxa básica de juros poderá chegar ao menor nível da história. Com a inflação mais baixa, a expectativa de instituições financeiras é de que a taxa seja reduzida de 7,5% para 7% ao ano.

A Selic serve de parâmetro para os juros cobrados no mercado financeiro. Ela também interfere diretamente na rentabilidade da caderneta de poupança.

Em 2012, foi definida uma nova regra para o rendimento da cadernetas. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança equivale 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a taxa referencial (TR), definida também pelo Banco Central.

Por outro lado, quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é a TR mais 70% da Selic. Essa regra só vale para os depósitos feitos após 3 de maio de 2012.

Menor taxa

Se a expectativa se confirmar, será o décimo corte seguido na taxa básica. Em outubro, o Copom reduziu, por unanimidade, a Selic em 0,75 ponto percentual, de 8,25% ao ano para 7,5% ao ano. Com essa redução, a taxa se igualou ao nível de maio de 2013.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, o menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015, patamar mantido nos meses seguintes. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

A expectativa do mercado financeiro é de que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine este ano em 3,03%, quase no piso da meta (3%). Essa meta tem como centro 4,5%. Para 2018, a previsão é de que a inflação fique um pouco maior, mas ainda abaixo do centro da meta, em 4,02%.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.