De férias em Joinville, Ramires diz que Brasil é favorito ao título

Publicado em 13/06/2018 por A Notícia - SC

Mundial 201813/06/2018 | 06h00Atualizada em

O 7 a 1 é algo que está completamente enterrado no passado. Presente na goleada diante da Alemanha, no último Mundial, o volante Ramires aposta que aquela má imagem deixada pela Seleção foi completamente desfeita graças ao trabalho do técnico Tite. De férias em Joinville, o jogador acompanhou a partida entre JEC e Volta Redonda, pela Série C do Campeonato Brasileiro, e, após o jogo, conversou com a reportagem dos veículos da NSC

Na entrevista, confirmou o que pensam jornalistas e torcedores do mundo inteiro: o Brasil é, sim, favorito ao título mundial. Além do palpite, Ramires revelou os motivos de ter escolhido o mercado chinês que, segundo o próprio jogador, o afastaram de uma nova convocação. 

Nos próximos dias, o volante revelado pelo JEC espera ter a concretização do retorno ao futebol europeu - especula-se que Manchester United e Stoke City, da Inglaterra, e Inter de Milão e Lazio, da Itália, estão entre os cotados para contratá-lo. 

O Brasil é favorito ao título mundial?
Acho que pelo que a Seleção Brasileira vem apresentando, com certeza briga pelo título. O futebol que o Brasil está jogando hoje não tem muita equipe fazendo. A Seleção está bem, jogadores estão bem treinados, temos grandes chances de a equipe trazer este título para nós.

Você mantém contato com algum dos convocados?
O William é um amigo, jogamos juntos no Chelsea. O Paulinho é amigão também. O Filipe Luís também, tem vários. O Thiago (Silva) sempre que posso, troco mensagens, converso, brinco. Tem bastante gente sim.

Tem alguma lição que você aprendeu nos Mundiais que disputou que possa servir para esta equipe?
A Copa do Mundo é difícil por causa do mata-mata. Se você erra na fase de grupos dá para recuperar, mas se erra no mata-mata pode custar a Copa, como custou quando estive presente. Acho que a Seleção está preparada, muito bem treinada e vai fazer uma ótima Copa do Mundo.

A sua ida para o futebol chinês te afastou da Seleção?
Com certeza. No momento em que eu decidi ir para a China, isso estava na minha cabeça, que praticamente a visibilidade para jogar na Seleção seria menor, ficaria esquecido. Atrapalhou apesar de eu ter feito um bom trabalho lá, mas isso faz parte. Fiz uma escolha na carreira e vi que seria muito melhor para mim pessoalmente do que profissionalmente.

Vale a pena abrir mão desta visibilidade pela questão financeira?
Pessoalmente, foi muito bom esses dois anos e meio na China. Financeiramente, foi um salto enorme. É um mercado bom, que tem crescido bastante. No Brasil, a gente não tem ideia porque você não tem muito acesso, não consegue assistir aos jogos, mas os chineses contrataram vários jogadores de alto nível e isso acabou melhorando o campeonato. É muito disputado, competitivo, só ruim mesmo por não ter visibilidade. Daí fica essa coisa, de que você está sumido lá. Não está sumido, está jogando, trabalhando como em qualquer outro lugar. Quem faz a escolha de ir pra lá olha muito o lado financeiro. É uma coisa que não tem comparação. A gente sabe que vai perder no lado profissional, mas eu não posso reclamar de nada porque profissionalmente atingi um nível de títulos que nunca nem passava pela minha cabeça no início da carreira.

Você quer voltar ao futebol europeu após a Copa?
Tenho contrato de mais um ano e meio com o Jiangsu Suning, mas já manifestei meu desejo para o clube. Espero por boas notícias em alguns dias. Tive uma conversa com meus empresários, vamos ver se pinta algo nessa semana.

E a volta ao Brasil? Tem data para acontecer?
Vou tentar voltar ao futebol europeu, jogar em alto nível nos grandes campeonatos e depois penso, lógico, em voltar para o Brasil. No JEC, com certeza vou voltar para jogar, independentemente da série. Desde que eu saí, isso está decretado, vou voltar a jogar aqui. Mas vamos esperar para ver o tempo que tenho ainda, tenho outros planos também.

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