Gigantes da tecnologia faturam o equivalente ao PIB da Suíça

Publicado em 10/02/2018 por Folha de S. Paulo Online

?As cinco maiores empresas de tecnologia do mundo, em 2017, faturaram juntas US$ 667,5 bilhões. Para se ter uma dimensão desse volume de recursos, o valor é superior ao PIB (Produto Interno Bruto) da Suíça, em 2016. A diferença, de quase US$ 8 bilhões, por sua vez, quase equivale ao PIB do Haiti.

De acordo com a Economática, fornecedora de dados financeiros, Apple, Amazon, Google, Microsoft e Facebook tiveram juntas uma receita 19,67% superior a registrada um ano antes.

Juntas, as companhias lucraram US$ 93,7 bilhões, sendo a Apple a responsável por mais da metade deste montante --a dona do iPhone lucrou US$ 50,5 bilhões no período.

Apenas a Alphabet, controladora do Google, e Microsoft tiveram queda de lucro de janeiro a dezembro, ainda que suas receitas tenham aumentado, assim como a das rivais.

No Google, o lucro foi de US$ 12,6 bilhões, uma queda foi de 35%. Pesou no resultado a multa, de 2,4 bilhões de euros, imposta pelas autoridades regulatórias europeias contra a empresa, sob a acusação de favorecer ilegalmente seu mecanismo de comparação de preços de produtos. A empresa ainda está recorrendo da ação.

Ainda que as vendas da Microsoft tenham sido alavancas pelos negócios na área de computação em nuvem, o resultado foi afetado pelo pagamento de US$ 13,8 bilhões em repatriação de ganhos fora dos Estados Unidos.

A regra faz parte da reforma tributária aprovada pelo presidente Donald Trump, em dezembro, para estimular a economia norte-americana. Entre as mudanças está a cobrança maior de impostos para companhias que tenham de repatriar lucros oriundos de multinacionais e afiliadas estrangeiras.

Por enquanto, entre as cinco gigantes de TI, apenas a empresa e Bill Gates foi afetada. No entanto, a Apple anunciou em janeiro que vai repatriar para os Estados Unidos parte dos US$ 252 bilhões que tem em reservas internacionais e pagar em torno de US$ 38 bilhões em impostos em 2018.

MAIS SERVIÇOS

A dependência maior de serviços foi a regra das cinco companhias de setembro a dezembro. No intervalo, a Apple faturou US$ 88,3 bilhões, ainda que as vendas de iPhone tenham caído pela primeira vez. A contribuição maior veio do seu relógio inteligente, o Apple Watch, e da divisão de serviços, que inclui a App Store e a Apple Music.

No Google, contribuiu a maior demanda por publicidade on-line de empresas em seu buscador. Além das vendas da Alexa, sistema de inteligência artificial, a Amazon faturou mais com a oferta de computação em nuvem, a exemplo da Microsoft.

No Facebook, os usuários reduziram o tempo gasto na plataforma em mais de 50 milhões de horas. Ainda assim, a rede social foi a que apresentou maior incremento de receita e lucro entre as rivais.