Guilherme Bellintani: "Gosto de enfrentar desafios, nunca fugi disso"

Publicado em 07/12/2017 por A Tarde - BA

Guilherme Bellintani, candidato a presidente pela chapa 'Bahia 3.1' - Foto: Joá Souza l Ag. A TARDE
Guilherme Bellintani, candidato a presidente pela chapa 'Bahia 3.1'
Joá Souza l Ag. A TARDE

O Jornal A TARDE dá continuidade à série de entrevistas com os cinco candidatos à presidência do Bahia, que concorrerão no pleito que acontece no sábado, na Arena Fonte Nova. O quarto entrevistado é o empresário Guilherme Bellintani, 40 anos, postulante ao cargo pela chapa 'Bahia 3.1'.

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Bellintani tornou-se mais conhecido do público, especialmente em Salvador, após passar por três secretarias na gestão do atual prefeito da capital baiana, ACM Neto. Diz que a inquietude é uma marca que o faz aceitar diferentes desafios, como agora tentar o cargo de presidente do Bahia.

Na época da faculdade, chegou a cursar por três anos jornalismo na Ufba, mas acabou se formando em direito na Católica. Foi lá que, aos 20 anos, montou o curso Podium, que posteriormente se expandiu para a editora de livros jurídicos Juspodium, além de também fundar a Faculdade Baiana de Direito.

"Quando vou me hospedar em um hotel, coloco 'empresário'. É a profissão em que me encontrei de fato. Meu DNA é de empreendedor, de transformação. A gestão pública foi pra mim o que se chama na academia de período sabático. Queria aprender outros mecanismos. Tive a experiência de administrar enormes orçamentos, que eu nunca teria na iniciativa privada. Mas já estava inclusive programada a minha saída da prefeitura para voltar para a área empresarial no início de 2018".

Desistência de Sant'Ana

Os planos acabaram mudando com a desistência do presidente do Bahia, Marcelo Sant'Ana, de concorrer à reeleição. O grupo da situação do Esquadrão decidiu, após algumas reuniões, indicar o nome de Bellintani para a eleição. O que surpreendeu parte dos colegas do ex-secretário municipal.

"Dentro da gestão municipal, havia uma percepção de perplexidade. Como Guilherme, o cara que veio aqui e deu conta do recado por cinco anos, vai agora sair para concorrer a um projeto absolutamente diferente? Só compreende essa decisão quem é envolvido com o público. Foi a decisão mais importante de minha vida".

Guilherme afirma que a frase dita por uma tia sua, psicóloga, após a morte do seu pai, quando Guilherme tinha apenas quatro anos, acabou virando um lema para assumir desafios em sua vida.

"Havia uma dúvida na minha família se deveriam levar a mim e minha irmã ao velório do meu pai. Minha tia então disse a eles: 'o desconhecido é sempre mais assustador do que o conhecido'. Não comparando com essa terrível tragédia da morte de meu pai, mas penso que se eu não aceitasse esse desafio de concorrer à presidência do Bahia, talvez passasse a vida inteira pensando como seria se eu tivesse aceitado. Eu gosto de enfrentar desafios, nunca fugi disso".

Bellintani não vê problemas em se assumir como um 'workaholic'. Afirma que uma de suas principais características é se debruçar e estudar muito todos os novos desafios que precisa enfrentar.

"Um professor meu dizia: 'Você não precisa saber muito sobre uma coisa. Você precisa saber onde está a informação'. Uma característica marcante da minha vida profissional é ser capaz de estudar muito um tema e ser capaz de trazer um viés prático para a gestão".

Por isso, Bellintani não encara como problema não ser uma pessoa essencialmente do futebol e concorrer ao cargo de presidente do Esquadrão.

"Sempre peço para que as pessoas me apresentem apenas um caso de um boleiro que foi bem sucedido na gestão do futebol moderno. O perfil necessário para o gestor de um clube como o Bahia é um perfil híbrido. Que entenda muito a lógica empresarial orçamentária, de profissionalização da gestão, potencialização e controle da receita. Alguém com a cabeça de empresário, mas sensível e conhecedor da história do clube e, sobretudo, da relação com o futebol. Sou torcedor de frequentar a arquibancada desde os seis anos".

Caso eleito, Bellintani promete deixar como legado de sua gestão ao lado de Vitor Ferraz, vice de sua chapa, a sequência da reestruturação iniciada na gestão do atual presidente Marcelo Sant'Ana.

"Quero deixar a marca de um Bahia mais forte, que siga com o processo de alavancagem econômica. Temos um orçamento abaixo dos outros clubes brasileiros. Precisamos alavancar as receitas, fazer com que a gente seja menos dependente de um orçamento tão limitado. Agora, vamos ampliar as receitas não para guardar, mas para investir no futebol. Assim, vamos formar um time mais competitivo".