Indústria 4.0 abre oportunidades de negócios para empresas do Rio Grande do Sul

Publicado em 07/12/2017 por Jornal do Comércio - RS

O conceito de Indústria 4.0, também chamada de Quarta Revolução Industrial, cada vez se difunde mais no mundo e já começa a se espalhar também no Rio Grande do Sul. Relatório elaborado por pesquisadores do Núcleo de Engenharia Organizacional (NEO) da Ufrgs, em parceria com o Arranjo Produtivo Local (APL) Automação e Controle, aponta que empresas de pequeno e médio porte do Estado, por terem flexibilidade e capacidade de fazerem parcerias, têm um grande potencial para atuarem nessa área e se tornarem fornecedoras de soluções e tecnologias para a Indústria 4.0.
O coordenador do NEO e professor adjunto do departamento de Engenharia de Produção e Transportes da Ufrgs, Alejandro G. Frank, explica que muitas considerações diferentes são aplicadas ao termo Indústria 4.0. Para o pesquisador, trata-se de um novo estágio industrial, no qual as pessoas e dispositivos das empresas precisam estar conectados, o que abrange diversas dimensões da companhia. Na parte de manufatura, há integração vertical e horizontal, envolvendo todos os níveis gerenciais, as informações do processo e os equipamentos e as máquinas.
Frank participou ontem, na Ufrgs, do seminário sobre o potencial tecnológico das empresas de automação do Rio Grande do Sul para a Indústria 4.0, quando foi apresentado resultados de uma pesquisa setorial sobre o tema. Um relatório geral sobre o assunto estará disponível no site www.ufrgs.br/neo para consulta e 87 empresas gaúchas receberam um trabalho customizado sobre potenciais e dificuldades para aproveitar as oportunidades abertas pela Indústria 4.0.
De acordo com o coordenador do NEO, a ideia do projeto é atuar com uma lógica de ecossistema, com as empresas buscando parcerias e organizando-se entre si para desenvolver soluções para possíveis clientes. O próximo passo do trabalho é, com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), avaliar as sinergias possíveis entre os grupos empresariais ligados ao setor de automação e controle e companhias de máquinas e equipamentos.
O diretor da regional da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) no Estado, Régis Sell Haubert, também vê possibilidades para as companhias locais de automação industrial tornarem-se fornecedoras para a Indústria 4.0. "Não temos opção de ficar de fora, temos que estar inseridos, porque a competitividade global faz com que se busque o maior nível de produtividade", salienta. Haubert adianta que essa questão demanda grandes investimentos.