Leitores comentam possível candidatura de Huck

Publicado em 10/02/2018 por Folha de S. Paulo Online

O apresentador de televisão Luciano Huck durante palestra realizada em São Paulo
O apresentador de televisão Luciano Huck durante palestra realizada em São Paulo - Eduardo Anizelli/Folhapress

Eleições

A discussão sobre a possível candidatura de Luciano Huck à Presidência certamente é uma via bastante sadia ao exercício da democracia. A polêmica em torno de seu nome é causada pelo receio de outros pré-candidatos, até então sondados. Dizer se uma possível administração do apresentador dará certo ou não é muito subjetivo. Ninguém tem bola de cristal para afirmar isso. E, se ele está disposto a contribuir para a sociedade brasileira, que seja bem-vindo.

Marcelo Passos (Belo Horizonte, MG)

 

Como pode um sujeito que é simpático e boa gente como Huck viver à custa de um programa na TV que explora a vida difícil dos pobres? Mas não é isso mesmo que fazem os políticos? Faz todo o sentido ele pensar em ser presidente. Já Fernando Henrique Cardoso dizer que isso é "ar fresco"... Sei lá, não sobra nada mesmo.

Ricardo B. Remensnyder (Rio de Janeiro, RJ)

 

A página A10 da Folha da último quarta-feira (7) traz três títulos que mostram o quadro da política brasileira: "Bolsonaro é estrela em evento do mercado", onde foi aplaudido de pé; "Huck candidato seria bom para o país, diz FHC", salvador da pátria de ocasião; e "Collor se define como liberal e progressista ao lançar candidatura", lembremo-nos de Paulo César Farias. Só faltou: "Lula diz que vai se candidatar na marra". Seria cômico, se não fosse trágico.

José Salles Neto (Brasília, DF)


Presunção de inocência

Ao ler o artigo do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski, lembrei-me de que, em 2017, uma força-tarefa instituída pela presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, revelou que mais de um terço dos detentos do país estava preso sem condenação. Parece-me insofismável que presunção de inocência neste país seja apenas para ricos e poderosos, ainda que condenados em segunda instância.

Simão Pedro Marinho (Belo Horizonte, MG)

 

A manifestação de Lewandowski é totalmente descabida. Seus argumentos são patéticos. Assumir tão abertamente a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma vergonha para um ministro do STF.

Anamaria  Mollo de Carvalho (Brasília, DF)

 

Em seu artigo, Lewandowski trata com precisão de matéria fundamental para o Estado democrático de Direito. Oxalá a maioria da corte se alinhe ao mesmo entendimento e faça valer, sem rodeios ou titubeios, a garantia constitucional de presunção de inocência. Sem isso, nenhum de nós poderá sentir-se verdadeiramente seguro.

Eduardo Pizarro Carnelós, advogado (São Paulo, SP)


Polônia e nazismo

A Polônia se junta à Turquia na proibição de remexer na sujeira de seus massacres do passado ("Polônia veta menção a ligação com nazismo").

Carlos Brisola Marcondes (Florianópolis, SC)


Auxílio-moradia

Quanto mais explicam, mais se afundam na lama ("Auxílio-moradia, um pagamento legítimo"). No passado, essa carreira era constituída de vocacionados que a abraçavam com a consciência de que julgar seus semelhantes é uma tarefa quase divina. Discrição, honradez e patriotismo eram inerentes ao exercício da nobre missão. Hoje, a atividade foi banalizada por funcionários que a exercem como forma de obter prestígio e desfrutar de uma vida de alto padrão.

José Eduardo Bandeira de Mello (Itu, SP)

 

O texto dos juízes comentando (defendendo) o auxílio-moradia é um primor de esperteza e de argumentos enviesados para justificar esse mimo à magistratura, entre tantos outros dos quais ela desfruta. Suas excelências concluem que o benefício é legal, como se a legalidade significasse necessariamente legitimidade e justeza.

Elisabeto Ribeiro Gonçalves (Belo Horizonte, MG)


Romero Jucá

A tradição do Supremo Tribunal Federal é não punir políticos ("Falta de dados e falhas marcam investigação sobre Jucá no STF"). Se fosse um cidadão comum, pagador de impostos, o tratamento seria outro. Os três Poderes são tão harmônicos que se protegem, com o jogo "me ajuda, que eu te ajudo".

Silvio Luiz dos Santos Knapp (Rio de Janeiro, RJ)


Subsídios a ônibus

Trata-se de um gasto correto ("Subsídios de Doria a ônibus superam obras"). Se o transporte público encarecer, menos pessoas vão utilizá-lo.

Hercilio Silva (Brasília, DF)

 

Subsídios sempre geram acomodação e ineficiência [das empresas]. Além disso, quem paga são os próprios contribuintes do município. Por fim, acabam faltando recursos para a infraestrutura, saúde, educação etc.

Emilio Carlos Pinhatari (São José do Rio Preto, SP)


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