Mensagem do leitor

Publicado em 10/07/2018 por Valor Online

Judiciário

Lamentável que uma decisão monocrática com cunho partidário tenha causado uma insegurança jurídica tão danosa em tão pouco tempo ao país.

Thiago Cunha de Andrade - thiagocandrade@gmail.com

Judiciário

Que bagunça fez o plantonista do TRF4, Rogério Favreto, ao se ver com o poder nas mãos, na vexaminosa determinação de soltura de Lula. Atropelou todo mundo no Tribunal Federal, nas varas criminais, no STJ e no STF. Concedeu uma liminar que só poderia ser concedida em caso de flagrante ilegalidade ou abuso, o que não existia. Como nenhum juiz é obrigado a cumprir decisão ilegal de qualquer autoridade, Sérgio Moro agiu corretamente ao se negar a soltar Lula. Aquilo que Favreto e petistas pensavam ser um golpe de mestre - tudo ardilosamente arquitetado para botar o ex-presidente na rua - foi na verdade um golpe de mequetrefes. A sorte dos brasileiros é que parece haver mais magistrados do lado da democracia do que do lado daqueles que trabalham para manter o status quo da criminalidade que tanto os privilegia.

Myrian Macedo - myrian.macedo@uol.com.br

Judiciário

Diante do desgaste do Legislativo e do Executivo, o Judiciário ganhou pontos junto à opinião pública ao protagonizar o combate à corrupção, principalmente devido às ações coordenadas do Ministério Público, da Polícia Federal e dos juízes de primeira instância. Foi essa atuação que revelou esquemas criminosos, envolvendo políticos e grandes empresários, com a proposta de punições severas e deu um novo alento aos que ainda acreditavam no país. Não obstante, parece haver uma enorme resistência do próprio sistema, que se manifesta através de atos surpreendentes da Suprema Corte e outras áreas do Judiciário, ao tomar decisões estapafúrdias, em total dissonância com o que espera a sociedade brasileira dos guardiões da justiça, que parecem ter sido subjugados pela política.

Dirceu Luiz Natal - dirluna@gmail.com

Usiminas

A respeito da matéria que cita a siderúrgica Usiminas, publicada na edição de ontem do caderno Empresas, gostaria de afirmar que a desindustrialização da nossa economia exige das empresas um foco estratégico. Ou a Usiminas salva a antiga Cosipa ou fecha de vez. Não dá pra ficar esperando o governo adotar medidas protecionistas, como Trump. A hora é de encarar os fatos com pragmatismo e seguir um caminho, pois não será para toda a vida que a alta do preço do aço no mercado sustentará as siderúrgicas brasileiras. Há muita volatilidade. Se a curva inverter, quem souber o que quer sobreviverá mais forte.

José Ferreira Silva Jr - jferreiras896@gmail.com